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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Tire as dúvidas do que pode acontecer após condenação de Lula

Condenado a nove anos e meio de prisão pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vai ser preso. A sentença do magistrado está relacionada ao tríplex do Guarujá.
O caso não é simples: além de envolver um ex-presidente da República, o processo foi marcado pelos embates mais duros entre advogados de defesa e o juiz Moro no decorrer das investigações da Lava-Jato.
Teve ainda uma reviravolta quando o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, próximo a Lula, passou a declarar que o apartamento pertecia de fato ao petista e pode ter desdobramentos no cenário eleitoral de 2018.

Lula vai ser preso?
Não. A sentença de Moro não determina que o ex-presidente vá para a prisão.

Quando isso pode ocorrer?
Se a sentença for confirmada em segunda instância, pelo TRF-4, o ex-presidente deve ir para a prisão, se a pena for mantida acima de oito anos.

Ele ainda pode concorrer à Presidência?
Sim. Pela Lei da Ficha-Limpa, ele só será impedido de concorrer se for condenado por um órgão colegiado, com mais de um juiz. Ou seja, a condenação precisa ser confirmada pelo TRF-4.

Quando deve sair a decisão de segunda instância?
Não há prazo para isso. Se ela sair antes da eleição do ano que vem, Lula fica inelegível, em caso de condenação. Se sair depois, haverá um debate jurídico se ele pode ou não assumir a Presidência.


Quais são os processos contra Lula?

Lula é réu em dois processos da operação Lava-Jato em Curitiba – este, do tríplex, é o primeiro a ser concluído contra ele.
Além do caso tríplex, o petista ainda é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de pedir propina à Odebrecht como um apartamento vizinho ao que mora atualmente, em São Bernardo do Campo (SP), e um prédio que sediaria o Instituto Lula, em São Paulo. Ele também já foi denunciado no caso do sítio de Atibaia, mas o juiz Sérgio Moro ainda não aceitou a denúncia.
Além disso, o ex-presidente é réu em outros três processos fora da Lava-Jato: na justiça federal do DF (acusado de obstruir a Justiça); na Operação Zelotes (tráfico de influência) e na Operação Janus (um desdobramento da Lava Jato que apura supostas irregularidades em financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para contratos da Odebrecht em Angola).
Há ainda o risco de Lula ser investigado em outros casos relacionados às delações da Odebrecht, entre eles dois que foram enviados para a Justiça do DF (influência no BNDES e suspeita de propina nas usinas de Santo Antônio e Jirau) e um terceiro que está em São Paulo (pagamentos a Frei Chico, irmão de Lula).

De que Lula é acusado no caso do tríplex?
Os procuradores dizem que o apartamento está em nome da OAS mas seria do ex-presidente, como contrapartida por contratos que a OAS fechou com a Petrobras. O MPF pediu a condenação e prisão de Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Os procuradores também pedem que sejam devolvidos aos cofres públicos R$ 87,6 milhões, referentes a contratos da OAS com a Petrobras. No documento de alegações finais entregue ao juiz Sergio Moro, os procuradores ressaltaram que o MPF apresentou um "enorme conjunto de provas" documentais, testemunhais, periciais, que incluem dados dados extraídos de afastamento de sigilo fiscal dos réus, fotos e mensagens de celular e emails trocados entre os réus.
Para eles, a dificuldade de produzir provas de que o apartamento pertence à família de Lula é fruto da profissionalização dos crimes de lavagem de dinheiro.
O empresário Leo Pinheiro, dono da OAS, disse que o apartamento era de Lula e que a situaçao do imóvel não foi regularizada. Segundo ele, o tesoureiro do PT Joao Vaccari Neto orientou que os valores gastos no triplex fossem abatidos da conta corrente de propina que a empresa mantinha com o PT.

O que a defesa de Lula argumenta?
A defesa de Lula diz que o apartamento é da OAS e que, além disso, foi dado em garantia a uma operação financeira feita pela empreiteira. Em 2010, a OAS Empreendimentos tomou R$ 300 milhões de um fundo da Caixa, o FI FGTS, e deu vários imoveis como garantia. Como ainda não quitou a dívida, em tese o triplex segue compromissado com o banco. Lula diz que, se fosse dele, a OAS não teria feito a operação. Os advogados dizem que Lula só visitou o imóvel uma vez, quando Leo Pinheiro o ofereceu, já que a família de Lula havia adquirido, em 2005, uma cota-parte nesse empreendimento.

E as eleições de 2018?
O ex-presidente já disse que quer ser candidato a presidente em 2018. Ele pode ser candidato mesmo condenado por Moro. A candidatura pode ser impugnada, via Lei da Ficha Limpa, só se Lula for condenado em segunda instância.
A data-limite para registro de candidaturas para 2018 ainda não estipulada porque o calendário eleitoral ainda não saiu — mas esta data deve ser entre 30 de julho e 15 de agosto de 2018.
“Se Lula for condenado até o dia da eleição, em outubro, a candidatura ainda pode ser impugnada. Mesmo assim, nos dois casos, tanto de condenação antes do registro como antes da eleição, cabem recursos dele ao STJ e ao STF, com a justiça eleitoral seguindo decisões desses dois tribunais”, diz Fernando Neisser, advogado especialista em direito eleitoral.
Pode haver uma situação, por exemplo, de Lula ser candidato mesmo cumprindo pena em regime fechado.
Já para o advogado Silvio Salata, também especialista em direito eleitoral, se Lula for condenado em segunda instância antes da data limite para registro da candidatura ele se torna inelegível, independente do julgamento de recursos.

O Globo

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Vice-prefeito de Ruropolis é preso

O juiz Antônio José dos Santos, titular da Vara Criminal da Comarca de Itaituba, decretou, na tarde de quinta-feira (8), a prisão preventiva do vice-prefeito de Rurópolis, Vilson Gonçalves.
Vilson foi indiciado no inquérito que apura a morte do torneiro mecânico João Chupel, conhecido como “João da Gaita”, morto no último dia 22 de novembro. Chupel foi morto em frente ao seu escritório, no distrito de Miritituba, em Itaituba, Oeste do Estado, por um homem, até agora, desconhecido. A suspeita da polícia é de crime por encomenda.
“João da Gaita” era torneio mecânico, mas também tinha negócios nas cidades de Rurópolis e Trairão. Ele também já registrou várias denúncias contra empresários da região, suspeitos de grilagem de terras e exploração ilegal de madeira. João também era tido como polêmico e costumava fazer denúncias por várias questões. Mais recentemente, ele teria registrado na Delegacia de Polícia um boletim de ocorrência em que denunciava estar sofrendo ameaças de morte.
Junto com Vilson Gonçalves, a Justiça decretou a prisão preventiva de Carlos Augusto da Silva, o “Agostinho”, que já está recolhido ao Centro de Recuperação de Itaituba (CRI). Vilson também foi transferido para o CRI logo depois de ser submetido a exame de corpo de delito. Também foi decretada a prisão preventiva de Ruberto Siqueira da Cunha, o “Nego Rico”, que já é considerado foragido da Justiça por não ter sido localizado. Segundo o delegado José Dias Bezerra, que preside o inquérito, “parte das investigações transcorre em segredo de Justiça, uma vez que o crime teria ligação com a grilagem de terras e exploração ilegal de madeira em áreas de conservação”.
Com informações de Diego Mota/Garimpando Noticias.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Santarém: Policiais civis flagram tráfico de drogas

Operação de combate ao tráfico de drogas realizada pela Polícia Civil levou às prisões de mais três pessoas envolvidas no crime no município de Santarém, oeste do Pará, nesta quarta-feira, dia 5. Os acusados foram flagrados no momento em que preparavam entorpecentes para venda no varejo. Eles estavam nos altos de uma residência no bairro da Nova República, periferia da cidade. Os presos já eram investigados por outros crimes, como roubo a mão armada e arrombamentos em imóveis, além da prática do tráfico de drogas. A operação foi desencadeada por policiais civis da 16ª Seccional Urbana de Santarém com apoio de policias da Superintendência Regional do Baixo e Médio-Amazonas, com coordenação do delegado Gilberto Aguiar.
Os presos são Elias dos Santos Baía, de 26 anos; Hamilton Uericson de Freitas Peixoto da Silva, 22, e Romarlisson Silva Lopes, 23. As investigações mostraram que a casa usada pelos acusados, localizada precisamente na Rua Everaldo Martins, entre travessas 14 e 15, bairro Nova República, era usada na produção de entorpecentes. Durante abordagem no imóvel, foram apreendidas diversas porções de maconha e cocaína. Em uma das porções de maconha, havia pedaços de folhas, hastes, talos e sementes acondicionadas em saco plástico com peso de 66 gramas.
Foram encontrados ainda quatro pacotes da erva em formato prensado com pedaços de folhas, hastes, talos e sementes envoltas em saco plástico e fita adesiva com peso superior a meio quilo. Havia também 48 “petecas” de cocaína com peso total de 64,5 gramas. Ainda, durante revista no imóvel, os policiais apreenderam quatro cartuchos intactos de calibre 32, um cartucho intacto de calibre 38 e outros utensílios e objetos usados na prática de tráfico de entorpecentes. O delegado Luiz Guilherme Penha, da Seccional de Santarém, enquadrou os presos pelo tráfico de drogas e porte ilegal de munição.
ASCOM - Polícia Civil

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Prefeito de Vitória do Xingu é preso pela PF por desvio de verba

Uma operação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) cumpre mandado de prisão preventiva de dez pessoas nesta quarta-feira.
Entre os presos, estão o prefeito de Vitória do Xingu (PA), Liberalino de Almeida Neto, o pai do político e os secretários municipais de Saúde, de Obras e de Finanças.
Os agentes da PF também cumpriram mandados de busca e apreensão de documentos em nove locais (prefeitura, secretarias e empresas privadas), além do sequestro de bens adquiridos pelos envolvidos a partir de março de 2009.
Denominada Operação Pandilha, a ação visa desarticular uma organização que atuava no município paraense. Segundo a CGU, os envolvidos vinham desviando recursos públicos federais por meio de fraudes em licitações, uso de empresas fantasmas em nomes de “laranjas”, superfaturamento de bens e serviços, e realização de pagamentos por serviços não executados, dentre outras irregularidades.
O esquema fraudulento era comandado pelo próprio prefeito, e envolvia recursos federais transferidos a Vitória do Xingu para programas nas áreas da Saúde, Educação e Assistência Social. Fiscalização feita pela CGU em junho, a pedido da PF, apontou prejuízo potencial da ordem de R$ 5,5 milhões, do total de R$ 17 milhões fiscalizados.
As investigações tiveram origem a partir de notícia-crime dos moradores. As investigações mostraram que o prefeito tinha ajuda de seu pai, José Danilo Damas de Almeida, ex-prefeito da cidade de Marechal Deodoro (AL) e anteriormente acusado de homicídio, formação de quadrilha, uso de documento falso e crime contra o sistema financeiro. O ex-prefeito foi afastado do cargo após ser preso em 2005 na Operação Guabiru, que desmantelou um esquema de fraudes e desvios de recursos da merenda escolar em 11 municípios alagoanos.

Casa do prefeito

O esquema de fraude em Vitória do Xingu envolvia empresas que respondem a inquéritos por desvios de recursos da Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia). A investigação revelou que uma empresa, cuja sede localiza-se em uma fazenda do prefeito, ganhou a concessão para exploração de minerais (cascalho e areia) por 50 anos. Em troca, a empresa fornece material para obras da prefeitura.
Os fiscais da CGU constataram ainda que houve dispensa de licitação para a recuperação da estrada vicinal Água Boa, para contratação de uma empresa integrante do esquema, sendo que o serviço não foi executado. Os fiscais apontaram ainda fraudes em licitações para a construção de creche, reforma e ampliação do estádio da cidade e obra do sistema de abastecimento de água.
UOL Notícias

terça-feira, 12 de abril de 2011

Equipe da TV Liberal é detida em serviço

Uma equipe da TV Liberal foi detida por policiais militares quando fazia uma reportagem sobre as péssimas condições da saúde na região do Acará. O repórter Guilherme Mendes, o cinegrafista Carlos Batista e o motorista-auxiliar Edmílson Luz foram abordados pelos policiais e conduzidos até a delegacia sob acusação de entrar na unidade de saúde sem autorização. A prisão aconteceu por ordem da diretora da unidade de saúde municipal.
Guilherme Mendes estava dentro da unidade quando foi abordado pelos policiais militares. O restante da equipe estava no carro, do lado de fora da unidade de saúde. Os policiais queriam levar o repórter dentro da viatura até a delegacia, mas desistiram quando Mendes disse que só iria se a situação fosse filmada durante todo o trajeto. Assim, ele seguiu no carro da TV liberal, que foi escoltado pelos PMs até a delegacia.
A equipe ficou detida por alguns minutos. Moradores da cidade e mototaxistas fizeram um protesto na porta da delegacia exigindo a liberação da equipe da TV Liberal.
Há tempos a TV Liberal recebe muitas denúncias de falta de médicos, medicamentos e péssimas condições de higiene no hospital municipal. Antes de ser detido o repórter Guilherme Mendes encontrou muitos pacientes à espera de atendimento, além de flagrar três ambulâncias quebradas no local. A única ambulância que estaria funcionando, estava parada na garagem do hospital.
Mendes ainda encontrou lixo hospitalar nos fundos da unidade de saúde, que começou a ser incinerado, quando funcionários perceberam a presença da reportagem.
O Sindicato dos Jornalistas se pronunciou sobre o caso repudiando qualquer ato de censura à liberdade de imprensa. 'A nossa assessoria jurídica já foi acionada, vamos entrar com uma ação judicial contra todos os envolvidos, por danos morais.', declarou a presidente do Sinjor, Sheila Faro.
Ela afirma que situações como essas prejudicam o profissional. 'Esse tipo de ação é prejudicial para imagem do profissional que está apenas trabalhando. O que a equipe estava fazendo era legitimar a situação pra mostrar à sociedade o que estava acontecendo com um órgão público',
Portal ORM

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Foragido é preso em operação policial

Uma operação conjunta das policias militar e federal, rendeu na madrugada desta sexta-feira (18), no município de Óbidos, região Oeste do Pará, a recaptura do assaltante Jamerson Ferreira Viana, conhecido no mundo do crime pelo apelido de ‘Tibuca’, que estava foragido do Centro de Recuperação Agrícola ‘Silvio Hall de Moura’, em Cucurunã, desde o final do ano passado.
O assaltante foi identificado por policiais durante uma operação que acontece naquela cidade. O foragido passeava por uma rua quando foi abordado e preso.
Jamerson Ferreira Viana será encaminhado para Santarém onde deve voltar para a penitenciária agrícola.

Histórico criminoso:
Jamerson Ferreira Viana, vulgo ‘Tibuca’, 24 anos fugiu do Centro de Recuperação Agrícola ‘Silvio Hall de Moura’ pela primeira vez no dia 12.12.2009, mas foi recapturado no município de Uruará/PA em novembro de 2010 e novamente conseguiu fugir sendo encontrado dessa vez em Óbidos. Ele é acusado de, pelo menos, três assaltos na cidade de Santarém.
ASCOM - Polícia Militar

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Traficantes são presos no Aeroporto Velho

Durante uma operação desencadeada pelo Núcleo de Inteligência do CPR-I, policiais do serviço reservado da 16ª zpol e mais o policiamento ostensivo comandado pelo major João Carlos Costa de Souza e o tenente Jucivaldo Bezerra da Silva a Polícia Militar prendeu cinco traficantes numa operação que teve inicio ás 13 horas e terminou às 21 horas de quarta-feira (19/01), em Santarém, oeste do Pará.
Os presos já estavam sendo observados pela polícia há algum tempo e ontem Evaldo da Silva, Ronisson Vieira Santos, João Paulo de Oliveira, Robson Marcelo Pinto e Railson Silva foram autuados em flagrante numa residência onde manipulavam a droga, localizada na Rua Magalhães Couto no Bairro Aeroporto Velho.
Com os elementos a Polícia Militar apreendeu aproximadamente 100 gramas de pasta base de cocaína, 17 papelotes já prontos para comercialização, jóias, R$ 274 reais, uma moto e um veiculo celta de placa NTB 3430.
Segundo informações repassadas a polícia os traficantes atuavam vendendo a droga na residência onde ocorreu a apreensão e também na modalidade “disk droga”, mas foram surpreendidos pela ação da Polícia Militar que envolveu um efetivo de 20 policiais.
Soldado Michelle - ASCOM - PM

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Santarém: PM recaptura foragidos com armas de fogo

A Polícia Militar através do serviço de inteligência da 16ª Zpol e da guarnição comandada pelo sargento César Augusto, conseguiu prender em flagrante assaltantes que estavam incomodando a população do Bairro São José Operário, em Santarém, oeste do Pará no sábado (15/01) por volta das 19 horas.
Daniel Silva de Souza, vulgo “pretinho”; Wenderson José dos Santos Pereira, vulgo “Faisca” e Erasmo Conceição da Rocha, o “Zagaia” estavam sendo procurados pelas policias, pois além da acusação da prática de assaltos, ainda recai sobre Daniel Silva de Souza, vulgo “pretinho”, o fato de que ele é foragido da penitenciária Silvio Hall de Moura onde estava recolhido acusado de tentativa de homicídio e Wenderson José dos Santos Pereira, vulgo “Faisca”, cumpria pena em Belém por estupro, latrocínio e homicídio.
Com os elementos foram encontrados diversos objetos resultantes da prática do assalto em uma residência no Bairro Jaderlândia e um revolver calibre .38 com seis munições, sendo que uma estava deflagrada, e dessa forma também autuados por porte ilegal de arma de fogo.
Ascom CPR I - Sd Michelle