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terça-feira, 6 de junho de 2017

Após Belo Monte, Altamira-PA supera taxa de homicídios de país mais violento do mundo

Nos anos 2000, em Altamira, cidade pacata no centro do Pará, havia paz às margens do rio Xingu. A rotina de calmaria, porém, foi terminando ao mesmo tempo em que era erguida a usina de Belo Monte.
Desde o anúncio da obra, o município passou a viver uma explosão de violência que o fez ingressar na lista das dez cidades com maiores taxas de homicídios do país.
Segundo dados do Datasus, em 2015, o município registrou 135 homicídios –o que dá uma média de 124 mortes por 100 mil habitantes. Para efeito de comparação, a taxa é 37% maior que Honduras, país com maior taxa de homicídios do mundo, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas). No Brasil, essa média não chega a um quarto disso: 29 por 100 mil.
Para imaginar a mudança de vida, basta voltar ao ano de 2000, quando Altamira registrou apenas oito homicídios e média de 9,1 mortes por 100 mil habitantes. Em 2009 –quando a Eletrobras já solicitava a licença prévia de Belo Monte–, a taxa já era de 50,6 mortes por 100 mil pessoas. Seis anos depois, essa média saltou 147%.
“Os resultados indicaram, a partir do início da construção da usina, um vigoroso crescimento da violência, que atinge a população nos cinco municípios diretamente afetados pelo projeto em dimensões proporcionalmente muito maiores do que acontece em outras sub-regiões do Estado do Pará”, aponta o artigo “A Hidrelétrica de Belo Monte e Seus Efeitos na Segurança Pública”, dos pesquisadores João Francisco Garcia Reis e Jaime Luiz Cunha de Souza Professor, da UFPA (Universidade Federal do Pará).
“Tais municípios tiveram sua estrutura social, econômica e ambiental profundamente alterada com a chegada das empreiteiras encarregadas da construção e a migração de grandes contingentes de pessoas oriundas de todas as partes do Brasil”, complementa.
Causas e efeitos
Segundo especialistas ouvidos pelo UOL, os números da violência estão ligados à chegada das obras e recursos ao maior município em território do país (159 mil km², o equivalente ao Estado do Ceará), somada à falta de investimentos públicos no local.
“Altamira tinha problemas de segurança, sim, mas não da forma gigante como chegou”, afirma Antônia Melo, coordenadora do movimento Xingu Vivo para Sempre, que congrega várias entidades da região.
Um dos exemplos da violência foi o assassinato, em outubro de 2016, do então secretário de Meio Ambiente e Turismo da cidade de Altamira, Luís Alberto Araújo, 54.
Ele era conhecido pela atuação rígida contra a exploração mineral e o desmatamento. Após a morte, houve protesto na cidade, que cobrou apuração do caso –mas até hoje o crime não foi elucidado.
‘Lá não tem nada, é uma desgraça’
Segundo Melo, a rotina da cidade hoje é de medo. “Todos aqui dizem que perderam a paz. Hoje é assalto em todo canto, mortes. Virou um verdadeiro campo de guerra civil, não só violência física, mas da ausência de direitos das pessoas”, afirma.
Para Melo, desde a chegada de Belo Monte, o desenvolvimento propagado pelo governo trouxe consigo as drogas. “A juventude é a principal vítima disso. Em Altamira, não há mais um espaço de lazer para jovens. Antes, tinha a beira do rio, que não era poluído, para as pessoas tomarem banho. Pessoas foram transferidas de suas margens aos novos assentamentos, e lá não tem nada. É uma desgraça, não tem outra palavra”, explica.
O professor de direitos humanos do curso de etnodesenvolvimento da UFPA, Assis Oliveira, lembra que, além das mortes, o Relatório de Vulnerabilidade Juvenil à Violência de 2015 apontou Altamira como o terceiro pior índice entre todos os municípios do Brasil com mais de 100 mil habitantes.
“A violência social, e não somente a de homicídio, aumentou drasticamente a partir do ano de 2010, e isto se reflete em todos os outros índices que tenho apurado, da violência sexual, dos conflitos familiares, da violência contra a mulher e do tráfico de drogas”, afirma.
Oliveira explica que essa alta é uma soma de duas equações: o grande aumento populacional em curto período de tempo e a falta de uma preparação do território e das políticas públicas para atender às novas demandas.
“Isso tem no setor de segurança pública uma questão emblemática, pois ele não entra como parte dos investimentos das condicionantes socioambientais. Somente em 2011, portanto já no processo agudo de aumento da violência, faz-se um Termo de Cooperação entre a Norte Energia e o governo do Estado do Pará, para realizar o investimento em algumas medidas estratégicas de segurança pública”, afirma.
Para o professor, a violência na região também tem causas mais profundas, que vêm do aumento da desigualdade socioeconômica causada pela obra.
“Esta desigualdade socioeconômica só tende a crescer ao longo das etapas da obra, pois é justamente agora, no período da chamada desmobilização dos trabalhadores e vigência da Licença de Operação de Belo Monte, que ocorre uma redução demográfica e um forte baque na economia local, com maior desemprego, trabalho informal e precarização das condições de vida”, conclui.
Outro lado
A Norte Energia informou que o Projeto Básico Ambiental de Belo Monte não previa investimentos para a segurança pública na área de influência da usina. Mesmo assim, a empresa diz que firmou um convênio com o governo do Pará e investiu R$ 110 milhões nos cinco municípios da área de influência direta.
No caso de Altamira, a Norte Energia afirma que os recursos serviram para compra com helicóptero, implantação de um sistema de videomonitoramento e reforma das sedes das polícias Civil e Militar e do prédio do Instituto Médico Legal.
Em nota, enviada após a publicação da reportagem, a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do Pará contestou “com veemência as metodologias de pesquisas que utilizam como fonte de dados o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), criado pelo Datasus”. Segundo a pasta, foram 63 homicídios na cidade em 2015.
Para chegar ao número de 135, em 2015, o UOL usou o dado de mortes por agressões intencionais cometidas por terceiros. Os dados do Datasus são atualizados pelas causas da morte contidas nas certidões de óbito. Por isso, o dado é internacionalmente usado como parâmetro.
“O ranking criado pela metodologia merece uma discussão, a fim de que sejam respeitadas as diferentes formas de captação de dados dos Estados brasileiros, a exemplo do Pará, que coleta informações referente à criminalidade a partir de boletins de ocorrência. A necessidade de discussão é tão necessária que, em outubro de 2015, o governo baiano questionou, oficialmente, o Ministério da Justiça por conta do uso da metodologia SIM, empregada pelo Senasp no trabalho Diagnóstico dos Homicídios do Brasil daquele ano”, diz o comunicado.
A secretaria ainda diz que ações de prevenção e combate à criminalidade na região, no segundo semestre de 2016, reduziram os índices de homicídios, latrocínios e roubos a residências. “Foram apreendidas quase 150 armas de fogo, efetuadas 28 prisões e cumpridos 39 mandados de prisão. Em 2016, a Polícia Civil prendeu todos os envolvidos no assassinato de um casal e um filho da família Buchinger, crime de grande repercussão na cidade de Altamira.” 
(Uol)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Segup divulga números da criminalidade de outubro

Representantes dos órgãos de Segurança Pública do Estado participaram de entrevista coletiva na manhã de hoje (18), para a divulgação dos números da criminalidade no estado do Pará relativos ao mês de outubro. O evento aconteceu na sede do Centro Integrado de Operações (CIOP).
Com o apoio técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o Sistema de Segurança Pública (SEGUP) vêm apurando as estatísticas das ocorrências de crimes registrados no Pará desde o início do ano, objetivando desenvolver e trabalhar estratégias pontuais de combate à insegurança.
O secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Luiz Fernandes Rocha iniciou a coletiva informando que após a apresentação dos dados, também seriam demonstradas as reformulações implantas no sistema do Ciop, com novos equipamentos e logística atualizada.
Em seguida o diretor técnico Dieese/PA, Roberto Sena, exibiu os números relativos tanto na capital quanto no interior do estado. O balanço da criminalidade em outubro mostrou uma sequência de redução da violência, em comparação aos índices de 2010. Crimes violentos como homicídio e latrocínio tiveram queda significativa. O crime de roubo caiu 6,22 na capital e interior do estado, em comparação ao ano passado.
Diante dos números, Luiz Fernandes apresentou algumas ações preventivas de segurança que serão desencadeadas a partir de novembro, assim como os dados obtidos em operações que já vêm sendo executadas.
Também estiveram presentes os gestores dos órgãos vinculados à Segup: Polícia Militar, Polícia Civil, Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, Departamento Estadual de Trânsito, Centro Integrado de Operações, Centro Estratégico Integrado e Corpo de Bombeiros Militar.
DOL

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Intimidação de candidato

Ivan Leão, um dos líderes das ocupações de terras às margens da rodovia Fernando Guilhon, não tem recebido com diplomacia as críticas publicadas a seu respeito na imprensa santarena.
Com o nome cogitado ao cargo de vereador no pleito eleitoral de 2012, ele perdeu as estribeiras na noite de sexta-feira (28) quando o jornalista e blogueiro Alailson Muniz chegou a um bar onde Ivan se encontrava, no bairro de Aparecida.
O jornalista ouviu dele de agressões verbais a atos de intimidação.
“Encho esse bar com 100 homens se eu quiser pra dar uma surra em quem quer que seja”, disse Leão em meio a gritos e alguns adjetivos atribuídos  ao jornalista. Que optou por permanecer calado.
A situação foi apaziguada por amigos e colegas de Alailson que estavam no local.
A raiva de Ivan teria sido por conta de reportagens publicadas pelo jornalista sobre o dinheiro pago pelas famílias que eram lideradas por ele e que ocupavam a Fernando Guilhon.
Em uma delas, Ivan chegou a ser chamado de estelionatário pelas.

Nota: Minha solidariedade ao meu amigo Jornalista Alailson Muniz e meu repúdio a todos aqueles que se utilizam de violência para intimidar profissionais e pessoas de bem.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Inércia da polícia civil de Itaituba

Itaituba passa por uma crise na segurança e a polícia civil responsável pela investigação nada faz para impedir o impeto dessa violência, a não ser tentar intimidar empresários, como é o caso do delegado José Dias Bezerra, que vem mostrando um grande interesse em um caso que envolve uma financeira, mas os assaltos a motos que acontecem todos os dias isso não é feito, pois não é priopridade para o delegado.
Outro caso é o assalto que ocorreu ao Posto Mimoso de Miritituba e que até hoje a polícia civil ainda não deu nenhum posicionamento e isso já faz mais de 30 dias.
O que se percebe é que quando há motivação o delegado vai atrás, mas quando essa motivação não existe, o mesmo deixa de fazer sua obrigação, o que deixa Itaituba refém da boa vontade dele.
Esperamos que a Corregedoria esteja de olho nesse delegado e que o aperte para ele começar a trabalhar em Itaituba, do contrário, ele pode voltar da cidade de onde veio.

Prefeito de Itaituba é assaltado

O prefeito de Itaituba Valmir Climaco foi assaltado na noite de ontem por dois meliantes que invadiram sua casa e rederam o prefeito que estava sozinho na ocasião.
Valmir foi agredido e teve um dente seu quebrado com as coronhadas dadas pelos assaltantes.
Segundo informações os assaltantes levaram apenas R$ 700 reais em dinheiro.
Acostumado a usar de violência contra empregados e desafetos, Valmir Climaco sofreu na pele a violência em que é contumaz fazer.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

MPF pede proteção para ameaçados depois de assassinato em Itaituba

João Chupel Primo, 55 anos, foi morto com um tiro no último sábado, algumas horas depois de denunciar exploração madeireira ilegal na Resex Riozinho do Anfrísio e na Floresta Nacional Trairão.
O Ministério Público Federal pediu à Polícia Federal que garanta proteção para testemunhas que denunciaram, na semana passada, uma rota de retirada ilegal de madeira da Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio e da Floresta Nacional Trairão.
Dos três denunciantes, um foi assassinado no último sábado com um tiro na cabeça. O morto é João Chupel Primo que esteve, junto com outros homens, na sede do MPF em Altamira na quinta passada informando detalhes sobre a exploração madeireira na Resex e na Floresta Nacional Trairão.
Para o MPF, o crime tem relação direta com as denúncias que Chupel fez em Altamira. Ele já havia registrado boletins de ocorrência na Polícia Civil de Itaituba e passado detalhes sobre os madeireiros que agem na região para a Polícia Federal em Santarém e para o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela administração das Unidades de Conservação que estão sendo invadidas por madeireiros.
O morto é uma liderança do Projeto de Assentamento Areia e, de acordo com ele, os madeireiros vinham usando o assentamento como porta de entrada para as matas ainda relativamente preservadas que fazem parte do Mosaico de Conservação da Terra do Meio.
O MPF tem três procuradorias atuando no caso, em Altamira, Belém e Santarém e no último sábado pediu que a Polícia Federal abra inquérito para investigar os crimes ambientais na região.
Ascom/MPF

Relato de um monstro...

Desrespeito...

O Jornalista Juscelino Ferreira por e-mail, fez o seguinte relato:
No final da manhã do dia 21/10 (sexta-feira) na Avenida São Sebastião, próximo à Igreja de Nossa Senhora de Fátima, fui testemunha de um absurdo, um derespeito para com as pessoas, vi uma senhora ser literalmente derrubada de um ônibus (linha Prainha Santana) em movimento.
Ela tentava embarcar no coletivo, mas antes que isso acontecesse o motorista irresponsavelmente arrancou com o veículo, derrubando-a. Com escoriações pelo corpo, a senhora foi socorridas por populares. A vítima chama-se Ruth Rodrigues Nobre, 70 anos. Ela teve escoriações nas pernas e no rosto.
Em prantos e bastante assustada, a anciã pediu para ser levada até a casa de uma sobrinha que mora no bairro da Interventoria. "Escapei por pouco, quase que o pneu passava por cima de mim", disse a anciã. Populares que viram o acidente se revoltaram com a atitude do motorista. "Eles são assim mesmo, não respeitam gente de idade, parece até que não vão ficar velhos", disse a senhora Vera Lúcia Oliverira, uma das pessoas que socorreu a anciã.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Apresentador de Telejornal tem carro quase incendiado em Itaituba

Jean Galego
O carro do apresentador Jean Galego foi incendiado na madrugada desta sexta feira. Ele relatou que o fato aconteceu por volta da meia noite, quando um homem desconhecido ateou fogo no veiculo utilizado gasolina. Jean chegou a ver o incendiário que fugiu em disparada. O carro não foi consumido pelas chamas por que Jean percebeu o que estava acontecendo e com ajuda da família conseguiu debelar o fogo. Ele relatou que foram momentos de angustia e atribuiu a situação ao fato de seu trabalho na televisão estar ferindo interesses particulares de políticos.
E nos bastidores declarou que a situação pode ter sido uma represália aos comentários feitos contra administração do municipio de Aveiro. O caso será registrado na seccional de policia ainda hoje e o ministério publico devera ser acionado. Profissionais de imprensa também lamentam este episodio que mais uma vez mostra que nem todos são capazes de entender o trabalho dos profissionais do meio, sem usar de meios covardes para atingir a integridade física e moral das pessoa.
Garimpando Notícias

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Caso Joelson: casal acusado de matar vigilante é preso


Savana Natália

Depois de 30 dias da morte de Joelson Sousa Ramos, 32 anos, o casal acusado de matar o vigilante foi preso, nesta quinta-feira (11). A mulher, Savana Natália Barbosa Cruz, foi presa enquanto embarcava de Almerim, município do Baixo-Amazonas, para Macapá, capital do Amapá. Já o homem, foi preso no município de Novo Repartimento, no sudeste paraense dentro de uma residência.
Segundo o delegado Silvio Maués, os dois já estão sendo transferidos para Belém e assim que chegarem a capital paraense farão exames de corpo delito no Instituto Médico Legal (IML). Ainda de acordo com o delegado, a dupla será encaminhada, ainda hoje para uma penitenciária, pois já estão com mandado de prisão preventiva decretado pela justiça por homicídio qualificado.
 
Entenda - O vigilante Joelson Sousa Ramos, de 32 anos, foi morto e esquartejado dentro de um quatro de motel no bairro da Guanabara, em Ananindeua, no dia 10 de julho deste ano. No motel, a polícia encontrou o corpo dilacerado, sem a cabeça e sem os dedos, para dificultar a identificação do corpo.
Cinco dias depois do assassinato, a polícia encontrou os dedos da vítima dentro da fossa do motel onde Joelson foi morto. No dia seguinte, sábado 16 de julho, o corpo de Joelson foi enterrado no Cemitério São Jorge, no bairro da Marambaia, em Belém.
ORM

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Pará é o quarto no ranking de homicídio em todo o Brasil

O Pará está em quarto lugar entre os estados com maior taxa de homicídios por 100 mil habitantes. O dado foi divulgado ontem, pelo Instituto Sangari, que fez a pesquisa 'Mapa da Violência' ao longo de 10 anos, entre 1998 e 2008. Em uma década, o número de homicídios no Estado triplicou. Em 1998, a taxa de homicídios era de 13,3 (19ª posição) e aumentou para 39,2. O líder do ranking negativo é Alagoas. Espírito Santo e Pernambuco vêm em seguida. O Piauí é o Estado com a menor taxa nos dois períodos - 5,2 e 12,4 respectivamente.
Em relação às capitais, Belém está na sétima posição do ranking, com taxa de homicídio por 100 mil habitantes de 47. Em 1998, a cidade ocupava a 16ª posição, com taxa de 29,1. Na região Norte, Belém é a capital com a maior taxa de homicídios por 100 mil habitantes na faixa etária 15 a 24 anos. No ranking nacional, a cidade paraense está na oitava posição. Maceió, em Alagoas, é a capital com maior taxa e aumento assustador: 107,1 em 2008 - há 10 anos, a cidade ocupava o 14º lugar, com taxa de 33,3.
Nas análises específicas relativas às regiões metropolitanas do País, foram estudadas nove regiões metropolitanas tradicionais – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre – criadas ao longo da década de 1970, acrescentando-se também a região metropolitana de Vitória que, apesar de ser bem mais recente, apresenta interesse específico quando se trata de analisar a violência letal no Brasil.
O Liberal

terça-feira, 22 de março de 2011

Centro de Apoio às mulheres vítimas de violência será inaugurado

Em cumprimento aos compromissos assumidos através do “Pacto Nacional e Estadual pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres”, a Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMTRAS), fará a inauguração do Centro de Atendimento Maria do Pará – um espaço estratégico da política municipal - que visa a ruptura da situação de violência contra a mulher e a construção da cidadania das mulheres, por meio de atendimento psicológico, social e jurídico.
A inauguração do espaço, construído às proximidades da SEMTRAS, está agendada para o dia 29 de março, às 10h.
Capacitação – No período de 28 a 31 de março, haverá uma capacitação para a equipe técnica e todos os profissionais que estarão envolvidos na rede de atendimento do Centro Maria do Pará, entre eles, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas, advogados, entre outros. A capacitação será no auditório do CAEC, nos horários de 8h às 12h e de 14h às 18h, com palestras sobre: Tráfico de Mulheres; Apoio Psicossocial à Mulher em Situação de Violência; Gênero e Violência Doméstica, Familiar e Sexual; A Violência contra a Mulher como uma Questão de Saúde Pública; Política Nacional e Estadual para as Mulheres; A Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e a Lei Maria da Penha.
ASCOM - PMS

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Detido suspeito de estuprar e assassinar criança em Santarém

Foi detido, nesta segunda-feira (28), um homem suspeito de ter estuprado e assassinado uma menina de 10 anos, na noite do último sábado (26), em Santarém, oeste paraense. O corpo da menina foi enterrado hoje, em um cemitério de Santa Maria, próximo ao município.
O suspeito é um amigo da família e está detido na delegacia do município, onde presta depoimento. O delegado Nelson Nascimento também ouve testemunhas do caso. O crime aconteceu no bairro Santarenzinho. A menina foi violentada e assassinada no quintal da própria casa.
Segundo informações repassadas pela mãe da menina, Eronilda da S. F., ela e o esposo saíram por volta das 22h30 para resolver um problema e deixaram a criança brincando ao redor da residência. Na volta, a garota foi encontrada dentro de um dos cômodos de uma construção localizada no mesmo terreno onde morava. Ela estava nua e com diversos hematomas pelo corpo.
No velório, amigos, vizinhos e familiares estavam revoltados com o crime. 'Como uma pessoa tem coragem de fazer isso com uma criança? É muito cruel', desabafou a prima da vítima, Daniele C. A mãe da garota cobra justiça. 'Eu quero justiça porque isso não pode ficar assim. Ela era uma criança de apenas 10 anos e que tinha muita coisa pela frente. Que tinha muitos sonhos', disse Eronilda.
ORM