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terça-feira, 17 de maio de 2011

Proposta de Lira Maia obriga Pais que não pagam pensão alimentícia a prestar serviços comunitários‏

O Deputado Lira Maia (DEM/PA) apresentou nesta terça-feira (12), o Projeto de Lei nº 991/2011 que Altera o art. 1.698 da Lei nº 10.406, de 10 de Janeiro de 2002 - Código Civil.
Pela proposta do Deputado Lira Maia, o pai e a mãe que não tenham recursos para suprir alimentos aos seus filhos, nos casos em que a obrigação de pagar os alimentos recair sob os avós, estes deverão prestar serviços a comunidade ou a entidade pública.
Para Lira Maia, a proposta visa corrigir um erro da Lei. Quando a Lei obriga os avós pagarem pensão alimentícia aos netos em razão dos pais não terem condições, esses não assumem nenhuma obrigação.
"Acredito que as crianças não podem ser prejudicadas, não podem ter seu direito de subsistência tolhido, mas, quando esse encargo recai sob os avós é justo que os pais faltosos prestem serviços comunitários até que se cesse a obrigação sob os avós. Creio que desta forma, incentivaremos os pais que não cumprem suas obrigações de manter os filhos - por quaisquer motivos – nos casos em que essa obrigação recaia para os avós que, em muitos casos, já possuem enormes despesas com sua própria manutenção, com remédios e com caríssimos tratamentos de doenças oriundas da idade, venham a se esforçar em ter condições de assumir a subsistência de seus filhos e cumprir com suas obrigações alimentícias
Assessoria Parlamentar

O entorno do Rio Tapajós, oeste do Pará, é a nova fronteira do ouro no país

O entorno do Rio Tapajós, oeste do Pará, é apontado como nova fronteira do ouro no país. Não à toa, a região recebeu 2 mil autorizações para a instalação de lavras de garimpo em 2010.
O número alto, contudo, não significa possibilidade de ganhos rápidos aos garimpeiros como ocorria em Serra Pelada nos anos 1980.
"No Tapajós, a mineração é mais complexa por causa da geologia. Isso exige ajuste tecnológico", diz o geólogo Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), Mathias Heider.
Segundo ele, tecnologia não é o forte do garimpo e essa deficiência abre espaço para a indústria mineral.
A canadense EldoradoGold é a primeira a chegar em Tapajós. A mineradora vai explorar Tocantinzinho - mina localizada no município de Itaituba -, comprada por US$ 120 milhões da Brazauro Resources no ano passado.
"O investimento na implantação da mina será de US$ 383,5 milhões", afirma Lincoln Silva, presidente da Unamgen Mineração e Metalurgia, subsidiária da EldoradoGold no Brasil. O valor da negociação poderá chegar a US$ 468,7 milhões, adicionando o capital de giro inicial (US$ 20,55 milhões) e o investimento na compensação ambiental do projeto (US$ 64,6 milhões).
"Estamos com o licenciamento ambiental bastante adiantado. Esperamos iniciar a implantação no terceiro trimestre de 2012", diz Silva.
Tocantinzinho é uma mina aberta e isso facilita a meta da EldoradoGold de produzir anualmente 159 mil onças troy de 31,1 gramas.
A empresa vai processar 4,4 milhões de toneladas de minério por ano para extrair 1,25 gramas a cada mil quilos de rocha triturada.
A recuperação estimada no processo é de 90,1% do ouro contido por tonelada. Para esse processo de retirada do ouro, US$ 81 milhões serão destinados à infraestrutura, incluindo pavimentação de 100 quilômetros de estrada para escoar a produção.
O abastecimento de energia será feito por meio de rede própria de transmissão com 200 quilômetros, pela qual passarão 25 megawatts necessários para operar a mina nos 11 anos de duração do projeto.
A estimativa é produzir 1,78 milhão de onças entre 2014 e 2025, com custo operacional de US$ 559 a cada 31,1 gramas. A expectativa é vender a onça por US$ 1,25 mil. "Até US$ 1 mil, há viabilidade. Mas US$ 1,5 mil seria ótimo", diz Silva.
Para Alexandre Rangel, analista da Ernest & Young Terco, o ouro deve sofrer leve queda junto com outras commodities. "Mas acho difícil voltar a um patamar muito abaixo do atual."
A EldoradoGold operou a mina São Bento em Santa Bárbara (MG), de 1996 a 2008, quando repassou a reserva para a sulafricana AngloGold Ashanti por US$ 70 milhões.
A venda se deveu à profundidade atingida em São Bento. A AngloGold é especialista em minas subterrâneas e pretende destinar à reserva parte de US$ 1,14 bilhão de aportes previstos entre 2012-2016.
Brasil Econômico

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Lua X Santarém

Não é verdade, que Santarém vista a mais de 10 mil metros de altura, pareça com a lua. Há um certo exagero nessa afirmação... rsrsrs

Relação Perigosa

Uma ex-secretária do governo Ana Júlia continua a dar as cartas na secretaria que comandou, também na gestão de Jatene.
A mais recente artimanha da ex-secretária foi fazer doação de equipamentos com recursos do estado a um hospital de um município próximo de Santarém, sem ao menos mencionar o nome do governo estadual. Quem colheu os louros foi o governo municipal que é do PT.
A representante do órgão em Santarém, foi quem hospedou a ex-secretária quando de sua passagem por aqui, mas quando perguntado sobre o fato disse nada saber sobre o fato.

Vendidos na folha

Com a proximidade da data limite para acomodações políticas e dos nomes para concorrer a cargos majoritários nos diversos municípios do Oeste do Pará, negociações e negociatas já estão a todo vapor.
Lideranças históricas estão sendo substituídas por acordos comandados por deputados da região. O PMDB é o partido que mais tem substituído lideranças históricas por secretarias e vagas de vice na chapa majoritária.

Faça sua denúncia ao MP

A Promotoria de Justiça Constitucional da Comarca de Santarém, através dos Promotores Maria Raimunda da Silva Tavares e Allan Pierre Chaves Rocha, solicita a todo e qualquer cidadão que tenha o interesse de contribuir no procedimento instaurado neste órgão ministerial sobre a operação tapa-buracos que encaminhe ao Ministério Público, na Travessa Quinze de Agosto, nº 120, bairro Centro, através de correspondência ou pessoalmente. 
Pode ser foto ou vídeo que contenha imagens de vias públicas municipais deterioradas, devendo constar o nome da rua, o nome do bairro e o perímetro do trecho deteriorado.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Se Bin Laden fosse preso no Brasil

Parece piada, mas seria assim mesmo...

1. Os advogados dele teriam que estar presentes na hora da prisão para garantir seus direitos;
2. Todas as escutas seriam consideradas ilegais por não terem autorização de um juiz;
3. Os policias e militares seriam acusados de “abuso de poder”;
4. Em três dias teria um “Habeas Corpus” decretado por irregularidade nas investigações;
5. Por ser réu primário, não possuir outra condenação, ter nível superior e endereço fixo, seria logo posto em liberdade;
6. Por possuir “livre direito de ir e vir” seria liberado para visitas à Meca;
7. Pelo direito de “ampla defesa” alocaria milhares de testemunhas a seu favor;
8. O processo levaria uma década com ele em “liberdade provisória”;
9. Condenado a pena máxima de 35 anos, cumpriria 1/6 como manda a lei;
10. Durante o cumprimento da pena de cerca de cinco anos, poderia receber visitas das suas cinco esposas e seria liberado para sair nos feriados, inclusive no Natal (!);
11. Depois de alguns meses preso, um Juiz decretaria que a prisão dele é ilegal por não constar Terrorismo no nosso Código Penal;
12. E por último, para não manchar a imagem do Brasil junto ao mundo, ele sofreria a terrível punição de doar 10 cestas básicas para as Obras Assistenciais de Irmã Dulce.

Pronto: Justiça feita como mandam nossas leis!
Sem contar que os militares envolvidos na operação seriam levados a julgamento por homicídio doloso, sem direito a defesa.

Projeto do Plebiscito do Tapajós chega ao Senado

O Deputado Lira Maia (DEM/PA), na companhia do Senador Mozarildo Cavalcanti esteve na manhã desta quarta-feira(11) na Secretaria Geral do Senado Federal para levar e protocolar, pessoalmente, o Projeto do Plebiscito do Estado do Tapajós.
O Projeto será lido na Sessão ainda hoje e em seguida será encaminhado para a Comissão de Constituição e Justiça e posteriormente ao Plenário do Senado Federal.
Segundo o Deputado Lira Maia e o Senador Mozarildo Cavalcanti, a tramitação no Senado poderá ser rápida, pois se trata apenas de mudança na redação incluindo cinco municípios que não estavam citados no projeto original (Terra Santa, Curuá, Mojuí dos Campos, Rurópolis e Senador José Porfírio).
“Acreditamos que aqui a tramitação será rápida até porque o mérito já foi apreciado e aprovado por unanimidade pelo Plenário do Senado Federal. A matéria só retornou ao Senado devido a inclusão de novos municípios, ou seja, trata-se apenas de uma alteração redacional", concluiu o Deputado Lira Maia.

Vice-governador reúne com Associação Comercial e Empresarial de Santarém

Helenilson Pontes reunido com empresários de Santarém
Na tarde de terça-feira (10), o vice-governador Helenilson Pontes visitou a Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES) para expor a posição do governo quanto aos projetos direcionados para a região Oeste do Pará, como Belo Monte e a criação do Estado do Tapajós. "Temos que ter responsabilidade para tratar os projetos sem fanatismo. O Plebiscito não deve ser visto como um projeto apaixonado, e sim como um projeto de desenvolvimento da Amazônia", concluiu o vice. O número dois do governo estadual veio a convite da própria entidade também para discutir com o setor produtivo as obras que estão garantidas para Santarém.
Na ocasião, Helenilson garantiu que há 100 bilhões a serem utilizados na ampliação do estádio conhecido como Colosso do Tapajós, na construção de um Centro de Convenções e de um ginásio poliesportivo - obras inclusas na agenda mínima do governo. No projeto executivo está a pavimentação da PA-254, que liga parte dos municípios da Calha Norte. Projetos que tratam da Zona de Processamento de Exportação e da Área de Livre Comércio devem, segundo ele, ser discutidos e viabilizados futuramente.
Outra obra que está sendo discutida entre o governo estadual e federal é a instalação de um Centro de Biotecnologia em Santarém. Segundo Helenilson, a decisão é instalar o centro em uma cidade do interior, porém, não está definido o estado que o receberá. A disputa está entre o Pará e Amazonas.
O vice-governador garantiu que pequenos empreendedores devem ter uma atenção especial. "Queremos elaborar uma nova Lei de Incentivos Fiscais", revelou.
Em três horas de reunião parte da classe empresarial que estava presente ouviu e questionou o vice-governador santareno. A pedido do presidente da ACES, Alberto Oliveira, Helenilson concordou ser o elo entre a entidade e o governo para tratar de discussões e novas reuniões. "É importante que se mantenha essa relação próxima da classe produtiva com o governo", finalizou o vice.
ASCOM - ACES

terça-feira, 10 de maio de 2011

Legislativo debate sobre divisão do estado do Pará

A Assembleia Legislativa do Pará vai programar debates sobre a realização do plebiscito sobre a divisão do Pará para criação dos Estados de Carajás (sul e sudeste) e Tapajós (oeste). A maioria dos líderes das bancadas partidárias na AL aprova o debate, alegando que todas as questões devem ser discutidas com a sociedade, que vai, de fato, decidir sobre a divisão.
A primeira sessão ordinária da semana na AL, que será realizada hoje (10), deverá ser tomada pela questão. Ainda este mês será realizada audiência pública, requerida pelo líder do PPS na casa, João Salame, antes mesmo da aprovação no Congresso Nacional da realização do plebiscito. A audiência contará com a presença do economista Célio Costa, que participou do estudo de viabilidade à época da criação do Estado do Tocantins.
Para Salame, é uma hipocrisia a justificativa de que a divisão vai gerar novos parlamentares e governadores, portanto, seria apenas uma questão política. Com a criação de mais Estados, defende o deputado, aumenta a representação da Amazônia no Congresso Nacional. “Tem que ser um debate do ponto de vista técnico, para ser bom para todo mundo. A emancipação só valerá à pena se for bom pra todo mundo, inclusive para o Estado remanescente”.
O líder do PMDB, Parsifal Pontes, defende que o parlamento estadual não deve tomar partido sobre a divisão, mas liderar os debates, promovendo audiências públicas em todas as regiões paraenses. Parsifal acredita, no entanto, que a população não vai se livrar do enfoque político da questão. “O viés político é quem vai decidir. A população tem inteligência emocional e o que vai prevalecer é este lado”.
Da mesma forma, o líder do PSDB, José Megale, defende que a AL deve ser um dos protagonistas do processo de discussão do plebiscito sobre a divisão do Estado do Pará. Megale lembra que já há propostas de realização de sessões itinerantes do parlamento, que poderão ser palcos de debates sobre o plebiscito.

Maltratar Animal é crime!

Por Sabrina Plachi

Em nossa cidade existem muitos animais nascendo, resultado disso é que qualquer um pode ter um animal em casa, consequentemente os animais se tornam vítimas desse descontrole populacional e acabam abandonados em seu próprio lar.
Pouca gente sabe, mas maltratar animais é crime. Os animais são tutelados pelo estado, portanto, o proprietário não pode fazer o que quiser com seu animal. O crime de maus tratos inclui: não dar alimento suficiente, água limpa, proteção contra a chuva, medicamentos, deixa-lo preso por muito tempo, agressão e abandonos. Amar aos animais é privilégio de alguns, mas respeitá-los é obrigação de todos.

LEI FEDERAL nº 9.605, de 12/02/1998
ARTIGO 32:
"Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. §1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. §2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

COMO DENUNCIAR ALGUÉM QUE MALTRATA UM ANIMAL?

- Consiga provas (filme, bata fotos, testemunhas, etc)
- Leve o material para a delegacia. Essa será sua única obrigação. O resto é obrigação do Estado. Eles farão um Termo Circunstanciado e o infrator deve ser indiciado.
Se os oficiais da Delegacia se recusarem a lhe atender, cite o Artigo 319 do Código Penal que prevê crime de prevaricação da autoridade policial receber denúncia de crime e deixar de averiguar. Se eles mandarem você procurar outro órgão, negue e diga que por ser lei é obrigação deles. Caso ainda persista, pegue o nome das autoridades que lhe atenderam, e comunique o Ministério Publico (e-mail, carta ou visita pessoal).

Helenilson Pontes em Santarém


O vice-governador Helenilson Pontes desembarca hoje em Santarém. No final da tarde, Helenilson Pontes deve reunir às 18h00min com empresários e diretores da ACES (Associação Comercial de Santarém).
Um dos assuntos da pauta será a aprovação pela Câmara Federal do plebiscito sobre a criação do Estado do Tapajós.
Na quarta-feira, o vice-governador santareno reúne com lideranças políticas da região.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

I Seminário Prodocência/UFOPA


Informações sobre o Prodocência:
Dia:  12/05/2011

Realização UFOPA & CAPES
Parceiros: SEDUC- 5ª URE/ SEMED

Cursos de Licenciatura envolvidos:
Pedagogia
Letras
Biologia
Matemática
Física Ambiental
Geografia

Discentes monitores: 18 discentes , 03 de cada curso.
Nº de professores cadastrados: 50

Escolas parceiras:

Escola Prof. Aluísio Lopes Martins
Escola Fernando Guilhon
Escola M.João XXIII-Anexo da E.E. São Felipe
Escola Indígena Prof.Antônio Souza Pedroso-Borari
Escola Quilombola São Sebastião
Escola Princesa Isabel 

Quanto custa criar um novo estado da federação?

Por Sandro Araújo

Imagine a situação: corre o ano de 1985. Você é um empreendedor e resolve estabelecer uma micro-empresa na cidade de Tocantinópolis, Goiás. Para obter a documentação necessária à instalação da empresa é necessária ao menos uma ida à capital do estado. Entre Tocantinópolis e Goiânia a distância a ser percorrida é de 1287km. De carro, no mínimo 16 horas pela rodovia Belém-Brasília. Não é tão simples abrir uma micro-empresa… Noutra situação, um advogado da cidade de Araguaína precisa obter um habeas corpus para um cliente que foi preso. A ida a Goiânia é obrigatória para a obtenção da liberdade do cliente. Deverá percorrer 1140km em pelo menos 13 horas e meia. Isto apenas de ida! Outro colega, da cidade de Araguatins, cujo cliente ficou inconformado com uma decisão judicial desfavorável, precisa ir ao Tribunal de Justiça em Goiânia para acompanhar um recurso judicial. São 1381km a percorrer, boa parte pela mesma Belém-Brasília.
Estes três casos ilustram a realidade vivida pela população do atual estado do Tocantis para exercer direitos simples ligados à cidadania: o acesso à justiça ou mesmo a regularização de uma empresa. Noutros casos, pessoas com graves problemas de saúde também precisavam percorrer distâncias semelhantes à busca de atendimento nos hospitais da capital goiana. Ressalte-se que boa parte dos atendimentos públicos de saúde era disponível apenas na capital.
O Brasil é um país enorme. Mesmo com o desmembramento de Tocantins, ocorrido após a promulgação da atual Constituição Federal, em 1988, o acesso aos serviços públicos citados ainda demanda boa dose de paciência na estrada. Mas hoje o advogado de Araguatins precisa percorrer “apenas” 617km para chegar ao Tribunal de Justiça. Seu colega de Araguaína, 375km. E o empresário de Tocantinópolis, 521km. Em todos os casos, houve a economia de pelo menos 750km.
Quem vive em Santana do Araguaia, cidade do sul do Pará, quase divisa com Tocantins e Mato Grosso, para abrir uma empresa, ter acesso à saúde ou ainda lidar com processos no Tribunal de Justiça do estado, precisa percorrer 1203km. Quem vive em Itaituba, no Oeste do Pará, quase divisa com o Amazonas, percorre 1374km para ir à capital. E o caminho inclui travessia em balsa. Outras cidades, como Novo Progresso, exigem do cidadão o percurso de 1703km até a capital! Detalhe: todas as cidades citadas possuem acesso “facilitado” pelas poucas rodovias federais que cortam o território paraense.
Na esteira da aprovação pelo Congresso Nacional da realização de plebiscitos para a possível criação dos novos estados de Carajás e Tapajós, reportagem divulgada no portal g1 alerta: “Tapajós e Carajás seriam estados inviáveis, calcula economista do Ipea” . Em resumo, o estudo informa que “os estados do Tapajós e de Carajás teriam, respectivamente, um custo de manutenção de R$ 2,2 bilhões e R$ 2,9 bilhões ao ano“. Diz ainda: “Diante da arrecadação projetada para os dois estados, os custos resultariam num déficit de R$ 2,16 bilhões, somando ambos, a ser coberto pelo governo federal” e completa: “O PIB do Pará em 2008, [...] foi de R$ 58,52 bilhões, e o estado gastou 16% disso com a manutenção da máquina pública. O estado do Tapajós gastaria cerca de 51% do seu PIB e o de Carajás, 23%. A média nacional é de 12,72%.“
Tratar a viabilidade ou a inviabilidade da criação de uma nova unidade da federação pela simples comparação do custo de instalação da mesma com o PIB que gera é, no mínimo, desleal. De fato, um das principais motivadores para a criação é exatamente o estímulo ao desenvolvimento da região – o que, por si só, é enorme catalizador e impulsionador ao crescimento do PIB. Dados do IBGE permitem verificar esta afirmação: enquanto o PIB Nacional, a preços correntes, saltou de R$ 1.064.999.712 em 1999 para R$ 3.031.864.490 em 2008, com aumento de 284,7%, no estado do Tocantins o PIB saltou de R$ 3.015.695 para R$ 13.090.837, ou seja, 434%. Daí já se depreende que, pelo “simples” crescimento do PIB, o valor a ser gasto na manutenção de um novo estado, comparativamente ao PIB, tende a decrescer. Aplicada a mesma projeção, digamos, ao futuro estado do Carajás, em dez anos o custo da máquina administrativa em relação ao PIB deveria cair de 23% para 15%. Note-se que, em 1999, Tocantins já contava com 10 anos de instalação: nos anos que se seguiram à emancipação, a taxa de crescimento da economia do estado foi ainda mais vigorosa.
Mais uma vez: não se deve julgar a “viabilidade” de uma nova unidade da federação exclusivamente pelo custo de instalação. A máxima econômica do “Custo x Oportunidade”, talvez aqui mais que noutras situações, é válida. Imagine-se a quantidade de oportunidades que se seguem à criação de uma nova capital, por exemplo. Na década de 1930, Goiânia surgiu e hoje é uma das mais dinâmicas cidades do país. Na década de 1950, iniciou-se a construção de Brasília e a capital nacional é hoje Patrimônio Mundial, abrigando mais de 2 milhões de pessoas: um em cada 100 brasileiros reside no Distrito Federal! Instalada de fato em 1º de janeiro de 1990, Palmas hoje abriga mais de 200 mil pessoas. Se antes os goianos do norte precisavam se deslocar para Goiânia para tudo, inclusive para o acesso ao ensino superior, hoje Palmas conta inclusive com uma Universidade Federal.
Outro aspecto da discussão sobre o custo efetivo da instalação de um novo estado, é sinalizado pelo próprio estudo do IPEA. Se somados os futuros estados de Tapajós e Carajás custariam R$ 5,1 bilhões por ano para funcionar, já arrecadam atualmente R$ 3 bilhões: ou seja, o “complemento” necessário é de R$ 2,1 bilhões. Comparativamente, o que são, hoje, 2 bilhões de reais dentro do Orçamento Geral da União?
O orçamento da união, em 2011, prevê gastos da ordem de R$ 1.287.501.217.949 – quase um trilhão e trezentos bilhões de reais! Outros R$ 678.514.678.262 são previstos para a “rolagem da dívida pública”. Tomando-se por base o estudo do IPEA, o acréscimo de 2,1 bilhões necessários à instalação corresponderiam a 0,16% do orçamento 2011!
O Ministério das Cidades possui previstos para 2011 gastos da ordem de 22 bilhões de reais. O Ministério das Comunicações, por sua vez, tem orçamento de 4,37 bilhões em 2011. As Transferências a Estados, Municípios e ao Distrito Federal, de onde sairiam boa parte dos recursos para a instalação dos novos estados, possuem previsão de 178 bilhões de reais em 2011. Bastariam 1,18% destas transferências para viabilizar a instalação de Carajás e Tapajós!
A criação dos estados é, naturalmente, um jogo de perde-e-ganha. Se a população residente nos novos estados tem muito a ganhar, é de se esperar reação contrária por parte dos residentes no que restará sendo o estado do Pará. De fato, se Carajás e Tapajós forem criados, o Pará verá seu território reduzido a apenas 17% do atual. No caso do Tocantins, Goiás perdeu “apenas” 45% de seu território, conservando a parte mais rica, situada ao sul. Por seu turno, o “novo” Pará ainda permaneceria com 60% da população atual e boa parte do PIB. A perda de território, porém, não parece ser bem “digerida” pelos “novos” paraenses. O próprio governador do estado, Simão Jatene, afirmou ser favorável ao plebiscito, mas sublinhou que a população “deve ter total clareza do que vai escolher e suas reais consequências”.
O IPEA, como órgão vinculado ao Governo Federal, que ficaria com a “conta” da instalação dos novos estados, faz o jogo do “é inviável”, vai ser “caro”, o contribuinte não aguenta mais… Em artigo publicado em sítio dedicado ao estado do Carajás, é possível ver um aspecto curioso sobre a Divisão Territorial no Brasil, especialmente quando da criação do estado do Paraná – hoje um dos mais pujantes do país, o qual, à época e para os burocratas de plantão, era também considerado “inviável”.
A aprovação dos plebiscitos, pelo Congresso Nacional, é um enorme passo para a eventual criação dos novos estados. A população diretamente envolvida será ouvida e poderá, democraticamente, decidir seu futuro. A conta da instalação pode ser alta. Mas os diversos exemplos permitem prever que todos ganharemos: os paraenses, os carajaenses os tapajoenses e o resto do Brasil.
A justificativa do custo, como demonstrado, não pode e não deverá ser óbice à realização do anseio da população
Blog do Estado

Navegapará amplia serviços a partir de parceria com programa federal

A implantação do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), do governo federal, vai possibilitar a expansão do Navegapará, que oferece internet banda larga de graça para diversos pontos espalhados no Estado. O fortalecimento da iniciativa estadual é um dos objetivos do termo de cooperação para a implantação do PNBL assinado na última segunda-feira (2), em Brasília, entre Telebrás, Governo do Estado e Federação das Associações dos Municípios do Pará (Famep).
O PNBL vai ampliar a cobertura da banda larga em todo o Estado, democratizado o acesso à rede para toda a população, a preços mais acessíveis que os oferecidos pelas empresas provedoras de internet. A implantação do programa será possível graças à infraestrutura montada para o Navegapará, em plena operação.
A parceria prevê a criação de um consórcio público com a participação dos 143 municípios paraenses. As ações serão desenvolvidas em conjunto entre o governo do Estado, Telebrás e uma operadora a ser definida. A parceria resultará no oferecimento de serviços como telemedicina, telecursos, telefonia fixa IP, internet banda larga e vigilância eletrônica nas cidades e instituições, entre outros.
A Empresa de Processamento de Dados do Pará (Prodepa) garante esses serviços, de maneira gratuita, por meio do Navegapará, em infocentros, escolas públicas e locais de grande concentração de pessoas. Pelo programa do governo federal, a internet será paga, mas a preço acessível e em boa velocidade em casas e empresas, através de pequenos provedores nos municípios que contratarão os serviços.

Expansão –“A Telebrás participará da implantação de novas infraestruturas da rede, trazendo recursos federais para serem aplicados no Pará. Com isso o governo do Estado poderá focar esforços nas ações que serão oferecidas à parcela da população que mais necessita”, explica Theo Pires, presidente da Prodepa. A parceria vai garantir a ampliação do Navegapará a regiões do Estado ainda não atendidas, como o sul do Pará e a ilha do Marajó.
“A chegada de internet banda larga aos municípios do interior do Estado a preço justo também permitirá aumentar o alcance da inclusão digital a uma parcela maior da sociedade não atendida pelo projeto”, reforça Theo Pires, que participou da reunião com o presidente da Telebrás, Rogério Santana, para discutir o alinhamento de ações entre Telebrás e governo do Estado com o objetivo de acelerar a implantação do Plano Nacional de Banda Larga no Pará.
Técnicos da Telebrás farão uma visita à Prodepa para avaliar a possibilidade de uso dessa infraestrutura. A Prodepa apresentará a parte técnica do Navegapará, além dos planos atuais de expansão do projeto como etapa inicial de trabalho. “Creio que o trabalho conjunto deve trazer benefícios à sociedade, pela maior velocidade de implementação dos dois projetos, pela otimização do uso dos recursos públicos e pela democratização do acesso à Internet à população”, acredita o Theo Pires.

Gestão – O presidente da Telebrás destacou o compromisso da empresa com o seu papel de diminuir as desigualdades no País. Segundo Rogério Santana, além de proporcionar uma operação mais eficiente entre um conjunto maior de municípios, a Telebrás pretende também oferecer produtos que ajudem na gestão dos municípios. “Temos uma grande quantidade de softwares livres que vamos fornecer para as prefeituras para contribuir na melhoria da gestão”, acentuou.
O termo de cooperação permitirá ainda o desenvolvimento de projetos conjuntos para a expansão de infraestrutura de telecomunicação e ampliação dos serviços de governo eletrônico, a integração e o compartilhamento dos serviços de rede digital entre os demais Estados da Federação e do Governo Federal para a utilização desses recursos e o fortalecimento e criação de alternativas de pontos de troca de tráfego estaduais.
O objetivo é chegar ao final de 2014 com todos os municípios conectados entre si e atendidos dentro do conceito de Cidades Digitais.
Agência Pará

São Raimundo: A Bajara Turbinada...

Como faz o bom filho dentro de casa, o Pantera preparou a festa do Dia das Mães com Galo frito e, agora, comemora a classificação para as semifinais e a liderança parcial do segundo turno do Parazão 2011, com 13 pontos. Após o apito final, o placar do Colosso do Tapajós apontou a goleada de 4 x 1 para o São Raimundo sobre o Independente.
1º tempo - Apesar dos salários atrasados e toda a confusão provocada por conta de uma greve dos jogadores durante esta semana, o São Raimundo começou o jogo com a posse de bola e altamente ofensivo. Após pressionar o Independente, o Pantera chegou a deixar a bola dentro do gol de Dida, mas teve o lance anulado pelo árbitro.
Mas o São Raimundo manteve o ataque e chegou a um pênalti, aos 20 minutos. Daniel correu para a bola e bateu no canto direito do goleiro Dida, que saltou para espalmar a redonda para escanteio.
Sete minutos depois, a torcida santarena pode, enfim, gritar gol, com Leandro Guerreiro, que aproveitou o cruzamento rasteiro de Sató para empurrar a redonda para as redes tucuruienses.
A pressão mocoronga se manteve forte e Leandro Guerreiro chegou ao seu segundo gol na partida. Aliás, um golaço! O camisa 9 recebeu o lançamento de Vélber na entrada da área, avançou e encobriu Dida, aos 32 minutos.
O Independente ainda tentou representar algum perigo para o goleiro alvinegro Labilá, principalmente com a experiência de Gian, mas o camisa 1 santareno se manteve tranquilo debaixo da trave do São Raimundo.
2º tempo - O placar de 2 x 0 fazia pensar que o São Raimundo começaria o segundo tempo apostando nas jogadas de contra ataque para tentar segurar o resultado, mas... Logo aos 5 minutos, Daniel lançou Sató, que dominou a redonda, avançou em velocidade e bateu cruzado direto para fora.
O Independente resolveu acordar na partida e começou a pressionar o São Raimundo no campo de defesa. Marçal e Gian apostaram nos lançamentos para colocar mais velocidade no jogo, mas quem chegou ao gol foram os santarenos. Aos 32 minutos, Aldivan foi lançado por Leandro Guerreiro e bateu forte no canto de Dida, que assisitiu a redonda bater na trave e parar dentro do gol do Galo.
Dois minutos depois, o Independente foi recompensado pelo momento de maior volume de jogo na partida e conseguiu diminuir no placar. Kafu entrou com a redonda pela esquerda e bateu forte. Labilá rebateu e a bola voltou nos pés do camisa 9, Wegno, que só empurrou para o gol, aos 34.
O jogo já caminhava para o encerramento quando o 'time de Guerreiros' resolveu dar o último golpe no Galo. Júnior Ferrari coobrou falta no lado esquerdo e jogou a redonda na cabeça de Leandro Guerreiro, que marcou o seu terceiro gol na partida, já aos 40 minutos do segundo tempo.
Panorama - Com o resultado, o São Raimundo assumiu a liderança com 13 pontos e o Independente ficou em segundo, com 12. A dupla já está classificada, mas vai ter que torcer pela derrota do Remo para a Tuna nesta segunda-feira (9), às 20h30, no Baenão, para se manter forte na briga pela vantagem de chegar às semifinais com o primeiro lugar da fase classificatória.
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Helenilson Pontes fala sobre Plebiscito

“O plebiscito é uma forma democrática de o povo decidir sobre as questões centrais que afetam a sua vida e o seu destino”.
A afirmação é do vice-governador Helenilson Pontes (foto), que referenda a decisão do Congresso Nacional como um louvável gesto de reconhecimento à vontade do povo.
Helenilson ressalta ainda que o plebiscito será uma excelente oportunidade para que o Brasil possa entender a necessidade de uma política de desenvolvimento regional voltada para a Amazônia.
“O debate sobre a criação dos dois novos Estados deve estar casado com a política federal para o desenvolvimento da Amazônia. Os Estados da Amazônia hoje são vítimas da falta de uma política nacional de desenvolvimento para a região, na qual vivem milhares de brasileiros que precisam de serviços públicos de qualidade e vida digna”, explica o vice-governador.
Segundo Helenilson Pontes, as razões separatistas apóiam-se na incapacidade histórica dos Estados de grandes dimensões, como o Pará, prestarem serviços públicos de qualidade às populações afastadas dos grandes centros urbanos, em grande parte motivada pela insuficiência orçamentária derivada de um modelo tributário que concentra em poder do Governo Federal a maior parte dos impostos arrecadados pelo país.
De acordo com o vice-governador, “é equivocado discutir a conveniência da criação de novos Estados considerando apenas a eventual insuficiência orçamentária das novas unidades, sobretudo quando se observa que muitos Estados hoje já se financiam consideravelmente com recursos do Fundo de Participação dos Estados – FDE”, enfatiza.
Para ele, o argumento da suficiência orçamentária “conduziria à conclusão da inviabilidade de vários Estados hoje já criados, por isso o considero falacioso”, esclarece.
O vice-governador acredita que esta discussão deve estar atrelada fundamentalmente ao preço que o país deve pagar para ter um modelo de ocupação responsável para a Amazônia.
“Estou convencido de que o maior inimigo do desenvolvimento sustentável da Amazônia e da inclusão social do seu povo, é a ausência do Poder Público, causa fundamental dos movimentos de criação de novos Estados na região. Com o plebiscito, o Pará e o país vão ter a oportunidade de decidir se desejam pagar o preço para aproximar o Poder Público, e o respectivo centro político decisório, do povo das regiões que compõem os novos Estados”, opina o vice-governador, acreditando que “ com o plebiscito, federaliza-se o debate sobre a divisão do Pará e o modelo de desenvolvimento para a Amazônia”.
Agência Pará - Dani Franco

Ser Mãe

Lilia Colares


Esse é o primeiro dia das mães sem a presença física do meu filho. Tenho refletido muito sobre o que aconteceu desde abril de 2010, quando foi diagnosticado Leucemia Linfóide Aguda em meu único filho, e culminou com sua passagem para o mundo espiritual em 19 de junho de 2010. Desde então, tenho ouvido constantemente duas perguntas. A primeira é feita por pessoas que não me conhecem intimamente: Você tem filho? Já a segunda é feita pelos conhecidos, os mais chegados: Você ainda vai ter filhos?
Para a primeira pergunta tenho uma resposta: Tive um filho, um menino, o Lucas. Que é luz em minha vida. Sinto-me mãe e assim serei para sempre. Mãe de um filho que pude acompanhar em todas as fases. Vivemos intensamente todos os momentos, os quais guardarei para sempre comigo em meu coração, em minha mente, em minha vida. Foram momentos que se eternizaram e que na hora da saudade eles vêm como um filme. Um filme bom, um filme vivido, um filme real. Um filme que está eternizado.
Para a segunda, respondo: Sempre quis ser mãe, mas uma mãe presente, amorosa que fosse capaz de educar com amor e com firmeza ao mesmo tempo. Meu objetivo era engravidar tão logo terminasse minha graduação. Conclui meu curso em março de 1996 e no mês seguinte, abril de 1996, engravidei. Lucas nasceu em 18 de janeiro de 1997. Era isso mesmo que queria e assim o fiz. Anselmo, meu esposo, não queria muito ser pai, mas quando soube da notícia ficou feliz, me deu total apoio e me ajudou na educação do Lucas desde quando ainda estava em meu ventre. Anselmo é pai dedicado, amoroso e companheiro, embora exigente. Mas o resultado foi muito bom. Quem conheceu Lucas, viu o menino especial que era em tudo. E isso não é coisa de mãe coruja. Enfim, respondendo a segunda pergunta, digo: Não pretendo engravidar de novo, foi esta a minha decisão quando Lucas estava fisicamente conosco nunca quis e continuo com o firme propósito. Já tive o filho que sempre quis. Sei o que é ser mãe. Sou mãe, para sempre.
Lembro-me quando Lucas estava hospitalizado e que precisou fazer uma transfusão de granulócitos. Somente eu era compatível para fazer tal procedimento. Anselmo ficou triste por mim, uma vez que o procedimento era muito doloroso e ele não podia ajudar diretamente o nosso menino pois seu sangue não continha todas as propriedades necessárias para a transfusão. Quando fiz a doação ao Lucas ele me falou: Obrigada mamãe, agora você vive para sempre em mim. Eram seus últimos dias, foi como se ele tivesse me dizendo eu vou, mas você vai dentro de mim, te levarei comigo. Eu senti que isso o tranqüilizava. Mas o fato é que Lucas vive em mim, vive no Anselmo, vive em todos que tiveram a oportunidade de conhecê-lo e aprenderam a gostar do menino centrado, amável e educado que sempre foi.
No começo, quando Lucas transcendeu, eu ficava pensando que talvez a dor fosse passar, mas um amigo meu me disse com firmeza e seriedade: Lília, essa é uma dor que você carregará para o resto de sua vida, mas isso não a impedirá de ser feliz. E desde então eu carrego a minha dor, a minha saudade de uma maneira consciente. Sozinha eu não seria capaz de perceber isso e eu sofreria muito mais. Essas palavras foram sábias para que eu possa viver o resto dos meus dias com dignidade. Sem dúvida, ter essa consciência é significante e ameniza meu sofrimento. Ajuda-me a viver de uma outra forma. Tive o privilégio de compartilhar diversos momentos com o Lucas, esses sei como foram, sei até como ele reagiria em algumas situações. Outros que não vivi efetivamente e que sei que nunca acontecerá, ao menos aqui na terra, aprendi a sentir o prazer que seria tê-lo a meu lado. Isso é transcender. Somente desta forma, creio eu, pode-se ter a sintonia de corpo e alma. Saber viver o prazer que seria é o segredo que temos que tentar aprender e a conviver.
No dia 01 de abril de 2011 assistir o filme As Mães de Chico Xavier. O que mais me chamou a atenção foi a maneira de como as mães que perderam seus filhos lidavam com a situação. Umas mais fortes, outras nem tanto. Havia desespero em algumas e a aparência de apatia em outras, mas na hora da saudade todas choravam. Quando iam ao encontro do Chico Xavier havia uma única esperança. A esperança de ter notícias do filho. São momentos de esperança, de aflição e ao mesmo tempo de contentamento. É bom saber que a vida de um filho não acabou, melhor saber ainda que ele foi para uma outra dimensão, na qual os sofrimentos do corpo não mais existem. O grande desafio é aprender a lidar com a ausência. A conviver com o invisível, com a falta do diálogo e do contato afetivo com o filho. Temos que aprender a saber ouvir, a sentir, a decifrar o nosso coração. E, nos momentos de dor saber ter como foco a saudade boa, as lembranças felizes e, sobretudo saber agradecer por todos os momentos vividos com o filho. Isso é ser grande, é ser mãe.
É tarefa possível apenas para quem consegue ser grande na alma, no sentimento, no coração. Sem desconsiderar as qualidades dos homens que assumem, de fato, a paternidade, tenho certeza que essa é uma das virtudes que as mães desenvolvem com mais intensidade. Aquela frase que “ser mãe é sofrer no paraíso” agora ganha sentido. Isto porque, por maior que seja a alegria que eu viva, e por mais intensa que seja a felicidade que eu sinta, haverá sempre uma dor, a dor da ausência física do filho. Mas também haverá a esperança de reencontrá-lo, o conforto de saber que amei, que amo, que fui e sou amada.
O cordão umbilical foi cortado no dia 18 de janeiro de 1996, o corpo físico foi afastado dos meus olhos em 19 de junho de 2010, mas a essência do Lucas permanece, seu espírito imortal e eterno está junto a mim, vivo e único. O amei antes de vê-lo e de senti-lo. O amei intensamente no convívio terreno, e o amo incondicionalmente agora e sempre. Por tudo isso, sou mãe, continuo sendo, e sempre serei.

Santarém/PA, 07 de Abril de 2011

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Doutorado à Vista

Reitor da UFOPA (Universidade Federal do Oeste do Pará), Seixas Lourenço articula em Brasília, junto ao Capes, a implantação do 1º curso de doutorado na instituição por ele comandada.
Nome do curso: Sociedade, Natureza e Desenvolvimento
Jeso Carneiro

6ª Rodada do Parazão/2011

A quarta rodada do segundo turno do Campeonato Paraense 2011 tem início neste sábado (07), com a partida entre Águia de Marabá e Paysandu, a partir das 19h, no estádio Zinho Oliveira. O fecho dessa rodada acontece somente na segunda-feira (9), com o Clube do Remo recebendo a Tuna Luso às 20h30, no estádio Evandro Almeida. Confira a tabela dos embates:

6ª Rodada do 2º Turno do Campeonato Paraense 2011:

Águia x Paysandu 07/05 SAB 19h00 Estádio Zinho Oliveira
Castanhal x Cameta 07/05 SAB 20h00 Estádio Maximino Porpino
São Raimundo x Independente 08/05 DOM 17h00 Estádio Barbalhão
Clube do Remo x Tuna Luso 09/05 SEG 20h30 Estádio Evandro Almeida
DOL