O Juiz Claytoney Ferreira, da 6ª Vara Civil Empresarial de Santarém, rejeitou os Embargos de declaração e manteve decisão liminar que impede o Prefeito de Mojuí dos Campos, Marco Antonio, de reduzir Carga horária e percentual de hora-atividade dos professores efetivos, bem como, ordenou o cumprimento imediato de sua decisão Judicial, sob pena de bloqueio judicial e possível crime de responsabilidade e delito de desobediência.
O "imbróglio" surgiu da quebra de acordo feito entre o Prefeito Marco Antonio e a categoria dos Profissionais da Educação, onde previa que não haveria desconto de salário em Janeiro, o que não foi cumprido e a categoria teve a decepção de ver sua carga Horária reduzida em 100 horas e redução do percentual da hora-atividade. Em 18b de fevereiro, os aproximadamente 100 professores da rede municipal de Mojui dos Campos entraram em greve. Em 30 dia abril, a Justiça determinou a suspensão do ato do Prefeito Marco Antonio, que recorreu, e hoje teve seu recurso rejeitado.
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quinta-feira, 20 de maio de 2021
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Professores do SOME pedem apoio dos vereadores
Há 23 dias em greve, os professores do Sistema de Organização Modular de Ensino
(SOME), participaram de uma audiência, intermediada pelo vereador e professor
Dayan Serique (PPS), na Câmara Municipal de Santarém, com a finalidade de
conseguir apoio dos demais vereadores, para sensibilizar o governo do Estado a
aceitar as reivindicações que estão sendo feitas, principalmente para a região
Oeste do Pará.
Só na região, 125 professores fazem
parte do SOME. Eles atuam em 57 comunidades dos municípios de Belterra, Aveiro,
Mojui dos Campos e Santarém. Eles aderiram a greve, deflagrada em Belém, pelo
Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará – Sintepp, e afirmam
que a decisão não é por questões salariais e sim, pela qualidade do ensino.
Entre as reivindicações dos professores
do Some, em todo o Estado, estão: Reforma das escolas; PCCR unificado e o
Pagamento do retroativo do piso desde 2011.
O vereador Dayan Serique, que faz parte
da mesa diretora da Câmara, ficou sensibilizado com os relatos dos professores.
Segundo o parlamentar, é preciso que medidas sejam tomadas com urgência para
evitar que os professores e os alunos sejam prejudicados.
Na audiência, ficou definida a
realização de uma sessão especial na CMS, prevista para o dia 19 de novembro, para
aprofundar o assunto e encontrar soluções, inclusive na tentativa de incluir, no
orçamento municipal, as contrapartidas assinadas com o governo do
Estado, como bolsa alimentação, escola com estrutura digna para atender os
estudantes e casa para abrigar os professores.
De acordo com os professores, a situação
do ensino no meio rural da região Oeste do Pará, funciona de forma precária e,
por isso, é necessário que seja feita revisão do convênio entre o Estado e o
Município e que ambos assumam responsabilidades com o intuito de cumpri-las.
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segunda-feira, 19 de março de 2012
TST defende lei que regulamente paralisações no serviço público
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Oreste Dalazen, defende o corte do salário de servidores grevistas. Ele afirmou que o país precisa de uma lei que regulamente as paralisações no serviço público e estabeleça expressamente a previsão do não pagamento dos vencimentos proporcionais aos dias de greve.
"A lei precisa prever o corte de salários dos servidores públicos que fazem greve, a exemplo do que ocorre com os empregados da iniciativa privada", disse Dalazen. Atualmente, diante da inexistência de uma legislação específica, o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que greves de servidores são regidas pela Lei 7.789, que regulamenta a questão nas empresas privadas. "Isso gera naturalmente maiores dificuldades na aplicação da mesma norma para o serviço público", reconheceu.
"A lei precisa prever o corte de salários dos servidores públicos que fazem greve, a exemplo do que ocorre com os empregados da iniciativa privada", disse Dalazen. Atualmente, diante da inexistência de uma legislação específica, o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que greves de servidores são regidas pela Lei 7.789, que regulamenta a questão nas empresas privadas. "Isso gera naturalmente maiores dificuldades na aplicação da mesma norma para o serviço público", reconheceu.
Correio Braziliense
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Greve suspensa
Está suspensa a greve dos professores da rede estadual de ensino. Cerca de 1.500 profissionais, que participaram da assembleia no auditório do clube Paysandu, na manhã desta sexta-feira (18), votaram e a decisão foi unânime.
Por volta das 15h de hoje, será realizada uma coletiva de imprensa na sede do Sindicato dos Trabalhadores de Educação Pública do Estado (Sintepp), localizado na rua de 28 de Setembro.
“Vamos tirar todas as dúvidas sobre a suspensão da greve e também vamos apresentar o calendário de reposição das aulas, já que encerra hoje o prazo concedido pela Justiça”, explicou a assessora do Sintepp, Sarah Portal.
Caso a greve não fosse suspensa, a partir de hoje os profissionais teriam os dias não trabalhados descontados em folha.
DOL
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Marcha de professores quer acordo com o governo
Cerca de 300 professores da rede pública de ensino estão reunidos, nesta manhã, no trevo do conjunto do Satélite, em Belém, de onde vão seguir em marcha até a Seduc para tentar audiência e acordo com o governo para o fim da greve da categoria, que já dura 40 dias.
Os professores devem seguir assim que caravanas vindas do interior do Estado se juntem aos manifestantes.
Diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) afirmaram que estão dispostos a reabrir a negociação com o governo. Ele solicitaram a audiência de hoje para tentar um novo diálogo, mas não apresentaram mudanças na proposta de pagamento da diferença do piso nacional de R$ 1.187 dividido em duas parcelas, em novembro e dezembro, e o pagamento do novo piso de R$ 1.450 em abril de 2012.
Wiliam Silva, coordenador geral do Sintepp, criticou as ameaças do governo de tomar medidas administrativas contra os grevistas “para tentar enfraquecer o movimento”. Segundo ele, se o Estado sinalizar positivamente, o movimento pode ser encerrado logo e as aulas repostas. Mas o que mais preocupa a categoria é a possibilidade de bloqueio das contas do sindicato por causa da multa diária de R$ 25 mil. Se isso acontecer, segundo ele, “a greve acaba”.
Diário do Pará
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Professores da rede pública continuam em greve
O Sindicato dos Trabalhadores de Educação Pública do Estado do Pará (SINTEPP) anunciou, na manhã de hoje (17), que vai manter a greve dos professores e que os profissionais só voltarão ao trabalho depois que o Governo aceitar pagar o piso salarial de R$1.187,00.
De acordo com o SINTEPP, atualmente os professores recebem cerca de R$1.120,00.
"É importante que a sociedade entenda os motivos que levaram professores e funcionários de escola a aderir à greve, o SINTEPP está dialogando com o governo desde o início deste ano e até o momento nada foi feito para valorizar o profissional da educação", diz a nota enviada pelo SINTEPP à imprensa.
O Sindicato deve marcar uma nova audiência com o governo ainda nesta semana; a última foi realizada no dia 6 deste mês.
DOL
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Justiça decide hoje sobre paralisação de funcionários dos Correios
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julga nesta terça (11), a partir das 16h, o dissídio coletivo dos funcionários dos Correios, que estão em greve há 28 dias. Em reunião na noite de segunda, os grevistas mantiveram a decisão de não aceitar os termos da proposta apresentada pelo tribunal. A ideia era tentar um acordo antes do julgamento do dissídio.
Os funcionários recusaram a proposta de reajuste linear de 6,87% do salário e dos benefícios, abono imediato de R$ 800,00 e aumento real de R$ 60 a partir de janeiro de 2012. As divergências principais estão em torno do desconto dos dias parados.
A proposta é descontar seis dias em 12 parcelas a partir do próximo ano.Os demais dias parados seriam compensados com trabalho extra nos fins de semana e feriados, de acordo com a necessidade da empresa. A proposta não foi aceita pelos servidores, que querem a compensação de todos os dias de greve sem desconto de salário.
Por determinação do TST, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) deve manter em atividade o contingente mínimo de 40% dos empregados em cada unidade operacional durante a greve.
Globo.com
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Bancários iniciam paralisação em todo o Pará nesta terça
Começa hoje cedo a greve nacional dos bancários e não tem prazo para terminar. No Pará, mais de 8 mil bancários que atuam em 457 unidades (entre agências e postos de atendimentos) paralisam suas atividades. Em Belém, a avenida Presidente Vargas, que conta com vários bancos públicos e privados, será um dos principais espaços de concentração da categoria, a partir das 7h. Segundo a presidente do Sindicato dos Bancários do Pará, Rosalina Amorim, cada banco organiza sua ação, mas a mobilização vai se concentrar, prioritariamente, em frente ao Banco do Brasil e nas matrizes do Banpará e Banco da Amazônia, na Presidente Vargas. 'Vamos adesivar e fechar logo cedo todas as unidades', disse.
A greve foi definida e deliberada na última quinta, 22, pelo Comando de Greve Nacional. Ontem, aconteceram várias assembleias nos bancos do Brasil inteiro, nas quais foram discutidos os preparativos para hoje. 'Nas assembleias organizamos a greve de hoje. Durante a que ocorreu no sindicato avaliamos ainda uma proposta específica à categoria do Banpará, apresentada pelo banco, mas foi rejeitada pela maioria das cerca de 300 pessoas presentes, porque faltam muitos pontos específicos que o banpará não apresentou, como o Participação nos Lucros e Resultados (PLR), o qual é fundamental para o funcionalismo e a demanda do Banpará não atende às nossas reivindicações', falou Rosalina.
Durante a greve, os usuários devem recorrer aos canais alternativos, como correspondentes bancários, Internet Banking e caixas eletrônicos para realizar operações bancárias. O vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), Neemias Rodrigues, afirma que será mantido, de acordo com a lei, 30% do serviço nos bancos, mesmo dessa forma o atendimento deverá ficar prejudicado nas agências, porque a avaliação feita pela categoria nas assembleias é positiva. 'O movimento de greve está forte e seu fim vai depender da proposta dos banqueiros, queremos que ela faça jus ao que reivindicamos. Enquanto isso, voltamos nossas forças às assembleias e para a greve. Além da pauta geral da categoria, durante a greve discutimos questões específicas dos bancos', informa.
O Liberal
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Reunião pode encerrar greve dos professores
A greve da educação pública estadual está mantida para a segunda-feira, 26, mas professores e governo do Estado se reunirão no mesmo dia, às 11h, a fim de tentar um acordo para barrar a paralisação.
Esta medida foi anunciada ontem pela manhã pelo secretário estadual de Educação, Cláudio Ribeiro, e pelo representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), Ronaldo Rocha, na sessão especial realizada pela Assembleia Legislativa. Além de Cláudio Ribeiro participaram o secretário especial de Promoção Social, Nilson Pinto, e a secretária estadual de Administração, Alice Viana. Ela chegou a fazer um apelo aos professores para que não levem a greve adiante e garantiu que o governo está disposto a negociar com a categoria para chegar a um acordo de manutenção das aulas.
Porém, os representantes do governo mantiveram a postura de não expandir a proposta de reajuste do piso salarial nacional. O governo anunciou a implantação do Plano de Cargos, Salários e Carreira (PCCR), elaborado pelo governo Ana Júlia Carepa e aprovado em 2010 pela Assembleia Legislativa, mas que, apesar de ter sido negociado com os professores para implantação este ano, o atual governo assegura que não foi feita previsão orçamentária para pôr em prática. “Estamos reiterando que estamos abertos ao diálogo franco. Sempre acredito em negociação”, assegurou o secretário de Educação.
A greve depende do governo, segundo um dos coordenadores do Sintepp, Ronaldo Rocha. “Pedimos para o governo nos receber na segunda-feira, às 11h, e a decisão sairá de lá ou não, dependendo da negociação”, admite Rocha.
O grande nó que não foi desatado nas negociações entre governo e Sintepp é o piso nacional dos professores, determinado pelo Ministério da Educação (MEC) e já assegurado judicialmente, que ainda não foi implementado pelo governo do Pará.
PCCR
Os professores dizem que a implantação do PCCR pelo Estado não pode ser desligado do piso nacional da categoria. Atualmente, o piso do professor paraense da rede estadual está entre R$ 1.089 e R$ 1.100 e, segundo Nilson Pinto, até outubro o MEC poderá repassar o aporte de 30% que falta para complementação do piso nacional, que é de R$ 1.187.
A discordância entre as partes é de R$ 27 que o governo assegura que não pode bancar por falta de recurso. Cláudio Ribeiro disse que o Estado e o Sintepp podem juntos sentar e negociar porque ele não tem dúvidas que a greve vai afetar grandemente a situação do calendário escolar e, claro, dos estudantes.
O secretário admite que há uma preocupação da Seduc com os estudantes do terceiro ano do ensino médio, que se submeterão ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que se realizará em outubro. Porém, ele diz que essa preocupação se estende para todas as séries, com o calendário em geral.
Alice Viana informou que há uma necessidade de complementação do MEC em R$ 267 milhões para que o piso nacional da educação seja implantado. Além disso, o custo mensal do PCCR com o pagamento do piso aos professores será de R$ 13 milhões, já incluindo o décimo terceiro salário.
Diário do Pará
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
SINTEPP aprova greve apartir do dia 26...
Em Assembléia Estadual Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação Pública no Estado do Pará aprovaram greve apartir do dia 26 de setembro.
Parece que vai ter reviravolta na Educação, os grevistas alegam que o Governador não quer pagar o piso nacional da educação que agora é lei!
Parece que vai ter reviravolta na Educação, os grevistas alegam que o Governador não quer pagar o piso nacional da educação que agora é lei!
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Greve de técnicos 'está atrapalhando' universidades federais, diz ministro
O ministro da Educação, Fernando Haddad, criticou nesta sexta-feira (9) a greve de servidores técnicos das universidades federais, que começou em junho. O ministro disse que a categoria "abandonou" a mesa de negociação e que tem descumprido, em alguns locais, a decisão judicial que obriga 50% dos servidores a trabalhar. Para ele, isso "está atrapalhando" o andamento das atividades nas universidades.
Fernando Haddad participou do programa "Bom Dia Ministro", transmitido pela TV estatal NBR.
A Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras (Fasubra) negou que descumpra a decisão e que tenha abandonado as negociações. Disse ainda que o governo tem "criminalizado" a greve.
Haddad disse que o governo federal fez "todos os esforços" para evitar a greve. "Eu lamento muito o que ocorreu porque o Ministério da Educação fez todos os esforços, eu pessoalmente me envolvi junto à categoria. Fizemos esforços para que os técnicos não abandonassem a mesa de negociação. Recebi sem audiência marcada. E veja que os professores que não romperam as negociações saíram com acordo. Acordo é sempre melhor do que uma briga."
O ministro também afirmou que os servidores têm descumprido decisão judicial que obrigou que 50% dos técnicos de cada universidade voltassem ao trabalho. "Isso não está sendo cumprido em algumas universidades e está atrapalhando o andamento dos trabalhos. Não me parece o caminho descumprir decisão judicial. Eu continuo na luta para que os técnicos voltem a negociar."
ServidoresO coordenador da Fasubra Rogério Marzola afirmou que "a categoria não abandonou nenhuma mesa". "Tentamos, desde 2007, negociar com o governo essa pauta. De 2007 para cá foram 43 reuniões e o máximo que conseguimos foi a promessa de outra reunião. Chegou em uma situação que a categoria passou a se sentir enganada, ludibriada."
Depois do início da greve, conforme Marzola, o governo parou de receber os servidores. "O fato de a greve estar se arrastando é do governo que não quer nos receber. (...) A opção do governo de não negociar acabou na criminalização da greve. O juiz não deu o que o governo queria, que era decretar a greve ilegal. Determinou que 50% trabalhe, e nós estamos recorrendo, mas até que saia decisão, estamos cumprindo e isso é, inclusive, reconhecido pelos reitores."
Os servidores técnicos federais pleiteiam a revisão no plano de carreira e o aumento do piso salarial atualmente em R$ 1.034 para três salários mínimos - R$ 1.635.
Investimentos em universidades
O ministro Fernando Haddad também falou sobre os investimentos do governo federal em novas universidades brasileiras.
O ministro Fernando Haddad também falou sobre os investimentos do governo federal em novas universidades brasileiras.
"Sabemos que esse é um gargalo importante. O subinvestimento que marcou o século xx. Não podemos cometer no século XXI o mesmo erro, subinvestir na educação, na contramão do que os países desenvolvidos fizeram", disse Haddad.
Ele afirmou também que, apesar de querer a expansão, o governo quer ampliar a rede com "qualidade". "Temos que continuar uma expansão qualificada. Estamos recuperando uma parte do parque que havia sido sucateada e ampliando as vagas. Não queremos uma expansão desenfreada, sem critério de qualidade. Se tivermos que fechar cursos e vagas com baixos indicadores de qualidade, faremos ao mesmo tempo em que estamos expandindo a oferta com qualidade."
G1
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Liminar exige que grevistas mantenham 50% em atividade nas universidades federais
Liminar exige que grevistas mantenham 50% em atividade nas universidades federais - 05/08/2011 - 20h35
O ministro Arnaldo Esteves Lima, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou nesta sexta-feira (5) que sejam mantidos em atividade pelo menos 50% dos servidores técnico-administrativos das universidades federais, sob pena de multa diária de R$ 50 mil contra a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra) e as entidades filiadas que comandam a greve nacional da categoria. A decisão foi dada em liminar na ação de dissídio de greve e atende, parcialmente, ao pedido formulado pelas universidades.
Na ação, as instituições de ensino pleiteavam que a greve fosse declarada ilegal e abusiva e que a multa aplicada fosse de R$ 100 mil para cada entidade sindical. A liminar determina o trabalho de, no mínimo, a metade da equipe técnico-administrativa em cada localidade, excluídos do cálculo os ocupantes de cargos e funções de confiança, até que seja julgado o mérito da demanda. A multa, em caso de descumprimento da ordem judicial, será aplicada à federação e a cada um dos sindicatos envolvidos no movimento grevista.
Segundo o ministro, “mostra-se claro que a paralisação das atividades dos servidores das Instituições Federais de Ensino, sem o contingenciamento do mínimo de pessoal necessário à realização das atividades essenciais, atenta contra o Estado Democrático de Direito, a ordem pública e os princípios da legalidade, da continuidade dos serviços públicos e da supremacia do interesse público sobre o privado”.
“É manifesto o perigo na demora, tendo em vista, por exemplo, a necessidade de manutenção das atividades administrativas de encerramento do primeiro semestre letivo das universidades federais, inclusive com possível colação de grau de diversos alunos que concluíram seus respectivos cursos, bem como do início do próximo período acadêmico, referente ao segundo semestre do corrente ano”, acrescentou Arnaldo Esteves Lima.
De acordo com o ministro, a continuação da greve sem o contingenciamento prejudicaria “uma infinidade de estudantes por todo o país, que fatalmente teriam suas atividades discentes atingidas, com previsíveis danos, ante o movimento grevista para o qual em nada concorreram”.
Em sua decisão, Esteves Lima lembrou que a competência do STJ para decidir ações sobre o direito de greve de servidores públicos civis, quando a paralisação for de âmbito nacional ou abranger mais de um estado, foi fixada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Foi também o STF que entendeu que, enquanto não for editada a regulamentação específica para o exercício da greve no serviço público, deverá ser aplicada, no que couber, a Lei 7.783/89, “que disciplina o exercício do direito de greve, define as atividades essenciais e regula o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade”.
“De fato”, observou o ministro, “o direito de greve dos servidores públicos deve ser assegurado, porém não de forma irrestrita, haja vista a necessidade de ser harmonizado com os princípios da supremacia do interesse público e da continuidade dos serviços essenciais, para que as necessidades da coletividade sejam efetivamente garantidas, como é o caso das atividades exercidas pelas Instituições Federais de Ensino”. Coordenadoria de Editoria e Imprensa do STJ
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Servidores do IFPA podem entrar em greve
Professores e técnicos-administrativos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), campus Belém, decidiram entrar em greve geral por tempo indeterminado a partir da póxima quinta-feira (11).
A decisão ocorreu durante uma Assembleia Geral, realizada nesta quarta-feira (3) por unanimidade entre os que votaram. Para se confirmada, uma nova assembleia acontece ainda hoje, a partir das 17h, no terceiro andar do prédio da biblioteca do Instituto.
Além do campus Belém, os diretores do Sinasefe-PA, sindicato que representa a categoria, vão promover assembléia para consultar os servidores de mais sete campi do Instituto (Castanhal, Bragança, Tucuruí, Marabá, Altamira, Santarém) e na Escola Tenente Rêgo Barros, para comunicar a decisão local, ao comando nacional de greve, que aguarda confirmação dos Estados para iniciar oficialmente o movimento a partir do próximo dia 11, caso haja posição favorável da maioria.
ORM
sexta-feira, 22 de julho de 2011
PF e Receita Federal ameaçam paralisar atividades
Os auditores-fiscais da Receita Federal e do Trabalho, peritos e delegados da Polícia Federal, e advogados públicos federais ameaçam paralisar suas atividades. As entidades realizam na próxima quinta-feira, dia 28, uma mobilização nacional por melhores condições de trabalho e reposição salarial.
A mobilização, intitulada Dia Nacional pelo Direito a um Serviço Público de Qualidade, está programada para as 10h nos aeroportos internacionais de Brasília, Guarulhos/Cumbica, em São Paulo, e Galeão, no Rio.
Desde maio, representantes das categorias vêm tentando sem sucesso uma negociação junto ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, de acordo com o sindicato da categoria.
Uma greve poderia paralisar atividades na arrecadação de impostos, combate ao tráfico de drogas e, no caso dos Advogados da União, impede o acompanhamento das obras do PAC, atrasando ainda mais as obras previstas para a Copa do Mundo e as Olimpíadas.
O presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais, Pedro Delarue, disse que a categoria vai aderir em massa ao movimento. Além do reajuste salarial, as principais reivindicações dos servidores são o fim imediato dos cortes e contingenciamentos orçamentários na Receita Federal e do Trabalho, na Polícia Federal e na Advocacia-Geral da União; a retomada dos concursos públicos e a reestruturação das carreiras com a valorização profissional; e o fim da terceirização nas atividades próprias, valorizando as funções exercidas de apoio administrativo.
O Globo
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Greve continua
No dia 13/07, o CNG da Fasubra referendou (de acordo com a tradição da federação) a resolução da maioria das assembleias nas universidades e decidiu, por 58 votos a favor, 2 contra e 33 abstenções, e a continuidade da greve por tempo indeterminado. Este entendimento é consensual no comando, que sabe que o grande passo rumo a vitória é a UNIDADE DA CATEGORIA, que ao longo da história da federação soube debater as divergências táticas, mas sempre acatou a decisão da maioria. Assim foi conquistada a carreira, a paridade/integralidade entre ativos e aposentados, os reajustes salariais, os concursos, a estabilidade no emprego e tantos outros direitos.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Reitoria da UFOPA emite nota de Apoio aos Técnico-administrativos
Nota de apoio e solidariedade à greve dos servidores técnico-administrativos das IFES
A Reitoria da Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA apresenta moção de apoio à legitimidade do Movimento Nacional dos Servidores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior, reconhece a justeza das reivindicações, defende o diálogo permanente e espera o êxito das negociações para que, o mais breve possível, se obtenha uma solução satisfatória e todos os servidores possam retomar as suas atividades normais.
JOSÉ SEIXAS LOURENÇO
Reitor
Reitor recebe comando de greve dos técnicos da UFOPA
O reitor da UFOPA, Prof. Dr. José Seixas Lourenço, recebeu na manhã desta quinta-feira, dia 7 de julho, na sala de reuniões da Reitoria, os representantes dos servidores técnico-administrativos da UFOPA que aderiram à greve nacional da categoria. Essa foi a primeira reunião do comando de greve dos servidores com a Administração Superior da UFOPA, visando a discutir o posicionamento oficial da instituição em relação à greve.
Em comum acordo, foi definida a criação de uma comissão paritária, com membros da Administração Superior e representantes da categoria de técnicos, com vistas a garantir o direito legal dos servidores à greve, sem prejuízo do funcionamento das atividades essenciais da instituição. Por sugestão do comando de greve, o reitor da UFOPA irá presidir a comissão, que deverá servir de espaço de interlocução entre os servidores e a Administração Superior. “Esse diálogo foi muito construtivo. Estou de acordo com a implementação de uma comissão paritária e da construção, em conjunto, de uma agenda positiva para a instituição”, afirmou Seixas Lourenço.
Comunica/UFOPA
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Greve segue firme...
A luta do funcionalismo federal segue forte contra as políticas do governo Dilma. No último dia 18/06, durante a reunião do Fórum Nacional do Funcionalismo Federal, foi aprovado para o próximo dia 05 de julho um Dia Nacional de Protestos dos Servidores Públicos Federais. Nesse dia serão realizados atos e paralisações nos setores que não estão em greve e atividades dos técnicos administrativos das IFES, que estão em greve desde o último dia 06/06.
Além disso, está marcada também para o dia 05 de julho, uma negociação do Fórum de Entidades Federais com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) para discutir a pauta geral de reivindicações dos servidores federais. A Fasubra está indicando a organização de mais um Ato Nacional em Brasília, a ser realizado na primeira quinzena de julho.
Na semana passada, o Comando Local de Greve (CLG) organizou uma atividade de mobilização no Setor de Transporte da UFPA, com fechamento do portão da garagem e reunião do Comando no local, além disso seguiu com as passagens nos setores da UFRA, UFPA e HU´s. Na UFOPA a greve dos técnicos segue forte e os servidores já elegeram seu Comando de Greve. O CLG visitará nos próximos dias os campi da UFPA de Abaetetuba e Bragança. Na capital seguem as mobilizações.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Greve dos Tecnico-administrativos das IFES tem adesão de 44 instituições
A greve dos técnicos administrativos das universidades federais já conta com a adesão de servidores de 44 instituições. Desde que a paralisação foi deflagrada há quase duas semanas, o movimento grevista não conseguiu reunir-se com o Ministério do Planejamento para que as negociações sejam retomadas. O impasse já prejudica os estudantes e pode colocar em risco o calendário universitário.
Ontem (16), integrantes da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra) participaram de uma mesa-geral de negociação salarial no Ministério do Planejamento com representantes de diversas categorias. Segundo Paulo Henrique dos Santos, coordenador-geral da entidade, não houve nenhuma discussão específica sobre a situação dos técnicos das universidades federais, mas a promessa de que uma nova reunião será agendada para a retomada das negociações.
O movimento pede que o piso da categoria seja reajustado em pelo menos três salários mínimos e a abertura imediata de concursos públicos para a substituição dos funcionários terceirizados. De acordo com a Fasubra, hoje os servidores recebem R$ 1.034. “Estamos insistindo, mais uma vez, que se tenha essa reunião porque não há como resolver o problema da greve sem diálogo. Não é interessante para nenhum dos lados”, afirma Santos.
Apesar de os técnicos não terem ligação direta com a sala de aula, a paralisação começa a afetar a rotina das instituições. Na Universidade de Brasília (UnB), onde os servidores aderiram ao movimento, a biblioteca e o restaurante universitário estão fechados. Francisco de Morais, aluno do curso de arquivologia, utiliza os bancos que ficam do lado de fora da biblioteca para estudar.
Portal Amazônia
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Haddad pede suspensão de greve dos técnicos das IFES para retomada de negociações
Brasília – O ministro da Educação, Fernando Haddad, pediu hoje (15) em audiência pública na Câmara dos Deputados que os técnicos-administrativos das universidades federais suspendam a greve para que as negociações sejam retomadas. A paralisação teve início na semana passada e conta com a adesão de servidores de 37 instituições, segundo a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra).
Segundo o ministro, na véspera da reunião em que a greve foi deflagrada, ele se comprometeu com os sindicatos a pactuar com o Ministério do Planejamento um cronograma de negociações.
“Essa greve não está sendo boa nem para a categoria, nem para o governo. Estou reiterando os termos da carta que foi encaminhada a assembleia”, afirmou o ministro. Haddad sugeriu que a paralisação seja suspensa e o semestre letivo concluído para que as negociações sejam retomadas. “Penso que a decisão foi equivocada. Não estou garantindo que as revindicações serão atendidas, mas de que o diálogo vai se recolocado. Encerramos o semestre e depois se a proposta do governo não for convidativa que a greve seja retomada”, afirmou.
A Fasubra pede que o piso da categoria seja reajustado em pelo menos três salários mínimos. De acordo com a coordenadora-geral da entidade, Léia Oliveira, hoje os servidores recebem R$ 1.034. Uma das reivindicações é que a próxima Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) traga a previsão do reajuste. O risco, no caso de uma greve prolongada, é que o começo do próximo semestre fique comprometido, já que não há como processar as matrículas se as áreas administrativas estiverem fechadas.
Agência Brasil
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